
Há um ano que os portugueses têm um Presidente da República cujo cargo encaixa na perfeição na pessoa. Que Marcelo beija, afaga, chora, sorri, nada, enxuga-se e coça-se em direto na televisão como se estivesse na sua casa, já todos o sabíamos. O que nem todos esperavam era que este Presidente, além de tudo isso, também levasse ao colo um outro grande bebé: António Costa e, por conseguinte, a conhecida “gerigonça”.
Parece tarefa fácil? O Estepilha avisa desde já que não é tarefa ao alcance de todos, esta de também ter tempo para mimar e saber levar a melhor o chefe do governo que chegou ao poder não pelas urnas mas por uma legítima aliança de esquerda. Mas este afago à esquerda também não é por acaso. É tudo muito à Marcelo, com o mesmíssimo propósito no horizonte, trabalhar para o segundo mandato, apesar de o primeiro ainda estar no adro e a popularidade estar em alta.
Uma coisa é certa: os portugueses estavam sedentos de carinho e cair-lhes Marcelo foi um longo e aconchegante abraço que manda para as calendas gregas as chicotadas psicológicas à Passos Coelho e o discurso punitivo e aterrador de um colossal Vítor Gaspar ou uma Maria de Luís Albuquerque. Os portugueses mereciam este sorriso, com um piscar de olho à direita e outro à esquerda.
Chamem-lhe o que quiserem, de catavento para cima… O que importa é que Marcelo convence, toca no coração dos portugueses e chegar à alma do outro não é só política é talento.
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