O PS-M está preocupado com a situação futura dos docentes com contrato a termo certo na Região. Tudo por causa de uma norma interpretativa no Orçamento da RAM para 2017 que os colocará em desvantagem em relação aos colegas do continente.
A deputada Sofia Canha já fez chegar ao gabinete do Representante da República na Madeira as preocupações dos socialistas nesta matéria. Entendem que a manutenção da referida norma no quadro regional configura mesmo uma violação ao artigo 13º da Constituição, o princípio da igualdade de tratamento entre todos os cidadãos.
Em termos práticos, o problema estará na manutenção de uma norma, no Orçamento da Região, que impede estes professores de receber indeminizações por caducidade dos contratos, em condições idênticas às dos seus colegas a exercer em Portugal continental.
“O Orçamento de Estado para 2016 deixou de incluir a norma que suspendia a compensação por caducidade de contrato, voltando os docentes com contrato a termo certo com o Ministério da Educação e Ciência a receber indeminizações por caducidade dos contratos nos moldes em que vigorava em 2014″, pode ler-se no comunicado.
Alegam os socialistas que o Governo Regional da Madeira insistiu, porém, em manter a norma interpretativa do artigo n.º49, do Orçamento da RAM de 2016, aprovado pelo Decreto Legislativo Regional nº 17/2015/M, de 30 de dezembro, no Orçamento de 2017. Situação que já terá sido encaminhada por Ireneu Barreto ao gabinete jurídico do Presidente da República para apuramento da sua conformidade.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





