
O grupo de trabalho multidisciplinar criado pela Câmara Municipal do Funchal com o objetivo de elaborar um plano para a recuperação dos ecossistemas destruídos pelos incêndios do verão passado, no Parque Ecológico, já se estreou no terreno. A primeira reunião de trabalho teve lugar este fim de semana, fora de portas.
Durante dois dias (sexta e sábado), especialistas e responsáveis percorreram as zonas atingidas pelos fogos no Parque Ecológico do Funchal, fazendo o levantamento da flora atingida e das espécies endémicas a repor na paisagem.

Na sexta-feira, a equipa partiu da Estação dos Tornos, seguindo depois para a Ribeira das Cales e para a parte alta do parque. Ontem, sábado, foi a vez do limite inferior do parque e a zona da Casa do Barreiro, decorrendo, durante a tarde, diversas reuniões de trabalho para analisar os dados inventariados.
Recorde-se que, em agosto, o Parque Ecológico do Funchal viu ser ardida 60 por cento da sua área total (440 hectares).

O grupo de trabalho tem mandato até dezembro de 2020 e é composto por seis personalidades de reconhecido mérito técnico e científico: Elizabete Marchantes, Aida Pupo Correia, Joaquim Sande Silva, Ricardo Ribeiro, Miguel Franquinho Aguiar e Fábio César Pestana.
Da equipa fazem igualmente parte o diretor do Parque Ecológico do Funchal, João Nunes, e o diretor do Departamento de Ciência e Recursos Naturais da CMF, Manuel Biscoito, que serão responsáveis pela logística de apoio e pela ligação ao executivo camarário.

A vice-presidente da autarquia, Idalina Perestrelo, que também tem o pelouro do Ambiente, acompanhou estes dois dias de trabalho no terreno.
Estes encontros serão realizados uma vez por ano e têm como objetivo primordial o planeamento de uma estratégia para a urgente recuperação do ecossistema ardido e para a dotação do Parque Ecológico de uma melhor capacidade de resistência e resiliência a este tipo de catástrofes.
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