Machico já alertou entidades para o estado de degradação do Parque Desportivo mas ficou sem resposta

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Um dos espaços destruídos pelo temporal e que continuam por recurperar.

O presidente da Câmara Municipal de Machico já enviou cartas às entidades que superintendem a gestão do Parque Desportivo de Água de Pena, dando conta da degradação do mesmo e da necessidade de uma intervenção profunda no sentido de dar dignidade ao espaço e garantir segurança aos utentes.

O Funchal Notícias deu conta, recentemente, do estado a que chegou aquele espaço, parte destruído em consequência do temporal, mas parte degradado em virtude de não haver a manutenção adequada à infraestrutura, inicialmente vocacionada para ser um espaço de lazer por excelência, na zona leste, com caraterísticas que correspondiam a um nível de utilização relevante, não só para os locais mas também para visitantes, uma vez que a conceção reunia todas as condições para ter resultados positivos e suscetível de ser rentável do ponto de vista da exploração.

Não é isso que acontece e Ricardo Franco, o autarca responsável pelos destinos da câmara machiquense, desabafa quando confrontado com a situação:  “Já mandamos cartas à Sociedade de Desenvolvimento e à entidade gestora do aeroporto, mas até agora nada”.

Nem um cêntimo do governo

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A zona do restaurante mantém-se neste estado.

Lembra que “depois da intempérie de 9 para 10 de Dezembro de 2013, os estragos no parque desportivo de Água de Pena foram enormes, desde o levantamento do pavimento de “deck” até o recuo da zona de enrocamento, que deixa o parque mais desprotegido”. 

Meio milhão para recuperar

Ricardo Franco queixa-se que “o Governo Regional não contribuiu com um único cêntimo para a recuperação do restaurante, dos espaços jardinados, do sistema de rega. Na altura foi feito um orçamento em que era necessário meio milhão de euros para recuperar o espaço. A Câmara não tem capacidade de recuperar o espaço sozinha e acresce o facto de na mesma altura, nem quinze dias antes, a câmara ter dispendido 400 mil euros para as limpezas e pequenas reparações provocadas pelo temporal do Porto da Cruz”.

Em matéria de limpeza dos jardins, o autarca diz que tem sido feito algum trabalho, através da colaboração de “uma brigada brigada de reclusos para manter alguma coisa operacional, é isso que tem sido feito”. 

Rendas são insuficientes

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Alguns campos estão por limpar e as zonas ajardinadas apresentam-se pouco cuidadas.

As rendas resultantes do aluguer do espaço para as diversões do Natal não são suficientes para as despesas. “Se fosse rentával, haveria lugar a uma renda paga à Sociedade de Desenvolvimento”. Além disso, o espaço de hoquei foi readaptado para formação da Dragon Force, que é a escola de futebol do CF Porto, há clubes que usam os espaços e pagam, mas fica longe da despesa fixa anual”.

Cais precisa de recuperação

O presidente da Câmara diz que o Cais precisa de ser arranjado, mas foge da alçada camarária, é precisamente por isso que foram enviadas cartas com informações onde consta a preocupação da autarquia face ao estado a que chegou aquele espaço que pretendia ser uma mais valia para o concelho.


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