Crónica Urbana: Jesus (só no nome): a verdade, mais tarde ou mais cedo, saber-se-á

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Rui Marote

“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8.32)

Ontem à tarde a chaminé da Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura lançou fumo branco: temos director de Serviços Turísticos. A decisão recaiu na candidata licenciada em Direito, Helena Raquel Correia Brazão de Castro.

A novela “Não ata nem desata” acaba por não ter um final feliz: a “candidata derrotada” contestou, o que leva este processo a arrastar-se na barra do Tribunal Administrativo.

O júri deliberou por unanimidade que a candidata vencedora reúne os requisitos e o perfil adequado para este cargo.

O Governo, dentro em breve, cumpre metade do seu mandato. A Secretaria que continua envolvida em concursos de directores de museus, de biblioteca e arquivo regional e outros serviços continua a ser a Secretaria sob a tutela de Jesus. A candidata excluída sofreu diversas pressões, e teve mesmo de comprovar as suas habilitações literárias.

Tudo foi feito, mas resistiu apresentando toda a documentação exigida. O Funchal Notícias assistiu à prova das duas candidatas, em que o questionário foi igual para todos, com perguntas de uma pobreza franciscana, de bradar aos céus. Será que o júri tem conhecimentos para avaliar os candidatos?

Há concursos em que os candidatos são excluídos por falta de experiência a um cargo ao qual concorrem pela primeira vez. Neste caso, a candidata excluída tem experiência a mais.

Na nossa Crónica Urbana intitulada ‘Não ata nem desata’ tínhamos a informação de que a vencedora seria outra e de que o veredicto final se devia a um “Jesus que não faz milagres”, mas a verdade mais cedo ou mais tarde saber-se-á…

Quando o povo de Israel se estabeleceu na Terra Prometida, o sistema de governo era teocrático, ou seja, considerava-se que o governo era conduzido pelo espírito de Deus, através dos seus profetas. No sistema teocrático não pode, supostamente, haver corrupção, mentira, engano e todas as formas de injustiça ou pecado.

Resta a pergunta: qual o sistema de governo que está aqui em vigor, teocrático ou (demo)crático? Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça…


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