O grupo parlamentar do partido ‘Juntos pelo Povo’ deu hoje uma conferência de imprensa para abordar um projecto de resolução que apresenta esta semana no âmbito da Saúde, nomeadamente recomendando ao Governo Regional a activação da unidade de Medicina Nuclear que foi inaugurada a 11 de Setembro de 2013, mas que até à data não teve, na prática, “real actividade de assistência em termos de saúde”, disse a deputada do JPP, Patrícia Spínola. De 2013 até agora, referiu, foram estabelecidos protocolos de investigação com universidades nacionais e internacionais, mas entretanto os mesmos “foram anulados sem explicação plausível, uma vez que não tinham qualquer custo para a Região”.
A parte real de apoio ao utente, de um serviço que teve um custo de construção e de equipamentos na ordem de um milhão e trezentos e cinquenta mil euros, comparticipados em 85% pela UE, enunciou a deputada do JPP, ficou-se pelo caminho. A RAM, admitiu, gastou na unidade de Medicina Nuclear 200 mil euros, um custo quase “irrisório”, mas o facto é que, neste momento, a dita unidade está “subaproveitada”, acusou.
“O que podia ser feito na unidade de Medicina Nuclear do SESARAM está a ser encaminhado para instituições privadas”, referiu, algo para o qual não se encontra justificação, já que ali se encontram alguns “dos melhores serviços do país”.
O JPP recomenda, pois, que ali se “agilizem os procedimentos em falta, de modo a que se possa operacionalizar a actividade médica nesta área”. Se isso acontecer, os madeirenses poderão beneficiar de toda uma panóplia de exames médicos, “nomeadamente a centigrafia óssea, a centrigrafia de ventiação e perfuração pulmonar, a centigrafia renal, a centigrafia de de perfusão do miocárdio, a centigrafia cerebral, a centigrafia de glândulas endócrinas, etc.”.
Cabe, por outro lado, à Comissão Europeia, através do seu organismo de luta anti-fraude, verificar porque é que foi usada esta verba para que os serviços de Medicina Nuclear não estejam ao serviço da população, considerou o JPP.
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