Exibir animais no circo é proibido, mas não na pedincha nas ruas da cidade

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Rui Marote

E continua. Esta Câmara do Funchal é fantástica na gestão dos melhores interesses dos animais. Como já noticiámos, nesta urbe é permitido tudo aos chamados sem-abrigo, que frequentemente o são até por opção, por não quererem cumprir regras de instituições de acolhimento – conforme ainda recentemente admitiu o edil Paulo Cafôfo, ao anunciar os novos “cacifos” que são destinados a quem vive na rua. Eles podem tudo: andar com animais agressivos sem coleira nem trela; e andar com animais em exibição, em carrinhos de bebé, descaradamente na pedincha. E mais uma vez, alertamos para o facto de estes animais se encontrarem estranhamente sossegados, demasiado sossegados. Quase como se estivessem dopados. Raramente se viram animais tão sossegadinhos, ao ponto de dormirem dia e noite e ficarem tão quietos.

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Ora, o engraçado são as contradições. A exibição de animais no circo é proibida, por determinação da edilidade, por causa do bem-estar animal. Mas exibir animais no Funchal para sacar dinheiro aos turistas, já não há problema. A lei é outra.

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Esta manhã, mesmo à porta do Mercado dos Lavradores, era esta a imagem de exibição. Aproximadamente à mesma hora, descobrimos um estranho cenário debaixo da rotunda à entrada do porto, onde residem autênticas famílias de sem-abrigo e para onde está prevista a construção do Museu de Carros Antigos. Um dístico em (mau) Inglês e uma bandeira do Reino Unido pede uma contribuição “para os cães”. Triste Madeira…