PCP contra pagamento no miradouro do Cabo Girão

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O PCP esteve hoje no miradouro do Cabo Girão, para deixar bem claro o total desacordo pela intenção do Governo Regional em tornar pago o acesso ao local. A iniciativa comunista contou com a voz de Alexandre Fernandes, deputado municipal em Câmara de Lobos nas declarações à comunicação social.
“O Miradouro do Cabo Girão é um dos locais da Madeira mais visitados por turistas e, seguramente, o local mais visitado do Concelho de Câmara de Lobos”, referiu.  “Para nossa total surpresa, vem o Governo Regional anunciar que, já a partir do início do próximo ano, o acesso ao miradouro passará a ser pago. Ora, estamos terminantemente contra esta medida”, referiu.

Segundo diz o PCP, o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, quando ainda candidato à presidência, anunciava uma nova postura e novas ideias no âmbito das políticas para o turismo.

“Então perguntamos, é esta a política que Miguel Albuquerque preconiza para o turismo madeirense? Tornarmo-nos num destino igual daqueles que nos diferenciávamos nos mercados turísticos concorrentes à Madeira? Não é este o caminho, de certeza! Podem arranjar as desculpas que quiserem. Não são aceitáveis!”, consideram os comunistas.

“O Governo Regional poderá sempre alegar que tem de haver retorno do investimento público que foi feito, no entanto, nós fazemos questão de lembrar que os 2 milhões e oitenta mil euros do custo total da obra de requalificação e beneficiação do espaço, foram subsidiados quase na totalidade pela EU no âmbito do programa Intervir +. O investimento por parte da região foi residual”, acusam.

Por isso, o PCP pergunta agora com que legitimidade vem o Governo Regional impor o acesso condicionado pago a quem queira visitar este importante ponto turístico.
Uma outra questão: os concessionários que exploram os espaços comerciais ali existentes estão preocupados porque mesmo estando previsto que as lojas fiquem fora do espaço de acesso reservado, é expectável que o número de visitantes diminua drasticamente, originando dificuldades acrescidas aos comerciantes e colocando em causa os postos de trabalho existentes no local.
!Numa altura em que os números do turismo não param de bater recordes, pelas razões que são de todos conhecidas, não venham agora alguns destruir, aquele que é o sector económico mais importante da Região”, apela o PCP.


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