Movimento Escutista projeta crescer a nível mundial

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João Armando Gonçalves foi recebido ontem por D. António Carrilho. Foto DR

O presidente do Comité Mundial do Escutismo, o português João Armando Gonçalves, defende a expansão do Movimento escutista com base em estratégias que passam pelo maior “envolvimento dos jovens, mais impacto social, diversidade e globalidade de culturas, método educativo e organização interna”.

Eleito em 2014 para um mandato de três anos, João Armando Gonçalves está este fim de semana na Madeira, a participar num encontro sobre o “Corpo Nacional de Escutas na Madeira (CNE): Que futuro?”, e foi recebido ontem em audiência pelo bispo do Funchal, D. António Carrilho, acompanhado pelo chefe regional do CNE, Carlos Gonçalves.

No Paço Episcopal, sublinhou “a visão global e multicultural do Movimento escutista fundado por Baden Powell em 1907, mas que tem conseguido, com sabedoria e capacidade suficientes, adaptar-se aos mais diversos ambientes” em ordem a “responder às realidades de cada país, junto das comunidades onde está inserido. julgo ser este o traço mais forte, a forma como toca e transforma a vida dos jovens, tornando-os mais sólidos na sua formação, mais resilientes, que não desistem à primeira e que têm recursos para enfrentar situações difíceis, porque  o nosso objetivo é criar cidadãos felizes e ativos”, revelou.

Com 40 milhões de pessoas e cerca de duas centenas de organizações nacionais em todo o mundo, o Movimento escutista enfrenta na atualidade alguns desafios importantes, como seja “a falta de voluntários adultos, educadores, dirigentes, que estejam disponíveis, que vão às periferias”.

Além disso, João Armando Gonçalves advoga a “educação não formal” do mundo, na perspetiva de “ajudar a formar cidadãos felizes ativos” e em que os jovens sejam, eles próprios, “os protagonistas da mudança, do seu desenvolvimento, porque eles aprendem por aquilo que fazem, mesmo errando, e não porque alguém lhe diz”.

Por seu turno, o bispo do Funchal expressou “alegria” pela visita do presidente do Comité Mundial do Escutismo, “um português que projeta junto das instâncias internacionais uma visão integral e global; a sua visita, como experiência vivida e partilhada, interessa a todos, pela diversidade, a multiculturalidade e a unidade que assume, qualidades que constituem resposta às exigências e necessidades das nossas crianças, adolescentes e jovens e da relação com as próprias famílias”.

D. António Carrilho deixou uma “palavra de reconhecimento e gratidão à Junta Regional do CNE pela iniciativa do Seminário, porque é importante promover entre nós o trabalho de formação que não pode parar.”

O Corpo Nacional de Escutas foi criado em 1923 e na Madeira vai celebrar 88 anos de existência no próximo dia 8 de dezembro. Na região, conta atualmente com “cerca de 1.100 filiados, distribuídos por 16 Agrupamentos”.


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