O Estepilha foi alertado para a enésima situação de injustiça hospitalar na Região: no Hospital Dr Nélio Mendonça há “filhos e enteados”. Julgávamos até que a saúde estava acima desta linhagem socialmente já banalizada, que canaliza as benesses só para os “filhos”.
Lembram-se do aparelhinho que foi instalado no Hospital Dr. Nélio Mendonça para controlar as entradas dos médicos? O tal que foi lançado na era Miguel Ferreira, com doses cavalares de contestação, e implementado depois, ao longo da gestão não menos impopular de Lígia Correia? Ora, esse mesmo. Nesta fase, são os próprios médicos, não um nem dois, mas vários, a garantirem que, apesar de ser de lei, com a saída da última presidente do conselho de administração do Sesaram, o aparelho não é respeitado por grande parte dos médicos.
O Estepilha confrontou a tutela, a Secretaria Regional dos Assuntos Sociais, que garantiu o funcionamento do dito aparelho, salientando até que “é de lei”. Mas não é isso que os profissionais de saúde dizem notar no terreno: esta marcação do ponto foi abandonada por grande parte dos médicos, especialmente os chefes e os mais chegados a estes…
O Estepilha, nestas embrulhadas hospitalares que já têm barbas, fica sem saber quem tem razão. Talvez não fosse má ideia ver se a máquina tem funcionado e quem por lá passa, se os filhos ou os enteados.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






