Verbas orçamentais para a ciência e investigação serão reforçadas em 2017

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Foto PSD.

O Secretário Regional da Educação, Jorge Carvalho esteve ontem em Câmara de Lobos, no âmbito da iniciativa ‘Um Governo de Proximidade’, para falar sobre a estratégia do Governo Regional nas áreas da Educação, Desporto, Juventude e Ciência e Tecnologia, e para estabelecer um diálogo com os militantes e simpatizantes social-democratas.

Segundo uma nota de imprensa emitida pelo PSD, ao nível da Ciência, a Secretaria Regional de Educação (SRE) está a investir 4 milhões de euros em ciência e investigação e o orçamento será reforçado para o próximo ano. Isto porque a componente científica e tecnológica, bem como a dotação de competências nestas áreas, são fundamentais numa sociedade virada para o futuro, salientou Jorge Carvalho.

Na área da Educação, o secretário regional apontou três grandes objetivos: o aumento dos casos de sucesso escolar, a diminuição da taxa de abandono escolar e a redução dos casos de violência e indisciplina na escola.

A Secretaria Regional de Educação é aquela que recebe a maior fatia do orçamento regional, 21%, que corresponde a 320 milhões de euros.

“Em termos de casos de sucesso escolar estamos acima da média nacional e temos trilhado um bom caminho”, sublinhou o governante.

A Madeira é a região do país “com o melhor índice de idade no 1º ciclo”, ou seja, “até o 4º ano o nível de reprovação é o mais baixo do país”, o que significa que os “nossos alunos têm mais sucesso e menor propensão para o abandono”.

Os casos de violência são quase inexistentes e a indisciplina na escola é “residual”. Ainda assim há uma atenção da SRE em relação a estas situações pontuais.

Jorge Carvalho falou também sobre a criação do Parque Informático, uma iniciativa considerada “fundamental”, numa sociedade em que as novas tecnologias são o futuro.

A pensar nisso foi feito um investimento de 5.000 computadores nas escolas madeirenses.

A SRE também estabeleceu objetivos e estratégias pedagógicos, mas os processos pedagógicos foram deixados à concessão das escolas.

“Temos objetivos e estratégias, mas não temos um modelo educativo. Cada escola tem o seu projeto educativo de acordo com o seu contexto”, referiu.

Jorge Carvalho falou também na baixa da natalidade e na redução demográfica, o que significa que o número de alunos não é suficiente para ocupar todo o parque escolar existente. Assim a fusão de escolas é um “processo inevitável” quer pelo número de alunos, quer por questões pedagógicas.

“Havia escolas onde os professores lecionavam, na mesma turma, alunos de 1º, 2º, 3º e 4º anos. Havia uma “ineficiência de aprendizagem” e a fusão aconteceu.

Com todas estas medidas obtiveram-se “excelentes resultados”, garantiu, acrescentando que “a taxa de reprovações diminui 3% em apenas um ano letivo”.

Ao nível do Desporto, a SRE vai manter a estratégia de apoio ao processo desportivo aos 1º, 2º e 3º escalões.

Já na área da Juventude o Governo vai reforçar os apoios aos programas juvenis e intercâmbios em 30%, anunciou.


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