Deputados do PSD exprimem “desilusão de todos os madeirenses” por causa do novo hospital

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Os deputados social-democratas convocaram uma conferência de imprensa para hoje na Assembleia Regional, para, pela voz do deputado Carlos Rodrigues, tecer algumas considerações sobre o Orçamento de Estado para 2017, que foi entregue na Assembleia da República na passada sexta-feira. Para o PSD, este orçamento é uma enorme desilusão em relação ao que a Madeira pretendia. “Desde logo, os apoios à reconstrução prometidos e anunciados pelo Primeiro-Ministro depois dos incêndios do passado mês de Agosto ficaram aquém dos compromissos assumidos; em vez de inscrever cerca de 5,5 milhões de euros, estão apenas inscritos 3,5 milhões” para esse fim, disse Carlos Rodrigues.

Porém, a situação mais grave e penalizadora, diz o deputado, é a não inscrição de qualquer verba para a construção do novo hospital da Madeira. “Existem muitas pessoas a tentar justificar aquilo que não é passível de ser justificado”, considera a propósito.

Todas as intervenções de todos os agentes políticos a respeito do novo hospital são unânimes e favoráveis à sua construção, sublinha, quer da parte da ALRAM quer do Governo Regional. Este último, assegurou, já tem garantidas todas as verbas da sua parte para que a obra possa avançar. A Assembleia da República também votou resolução no sentido de apoiar esta obra. António Costa, referiu o orador, também o quer, e incentivou a apresentação no novo hospital a projecto de interesse comum, o que foi feito, garante Carlos Rodrigues. Mas quando se olha para o Orçamento, nada se vê.

“É o completo desapontamento em relação aos compromissos que foram assumidos”, a “desilusão de todos os madeirenses”. Não aceita que essa desilusão seja apelidada de “histerismo”, que foi “o que se ouviu durante o fim-de-semana”. No entender dos deputados do PSD, esta questão extravaza o interesse dos partidos, e deve congregar a aplicação de todos na sua concretização. Por isso, espera que o hospital ainda venha a ser inscrito no Orçamento. “Esperemos que o bom senso prevaleça por quem de direito”, apelou.


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