
A Eurodeputada Liliana Rodrigues fez hoje a abertura do debate sobre Educação de Adultos e Refugiados em Bruxelas, uma organização da European Association for the Education of Adults (EAEA). Do debate constou a apresentação e discussão de vários casos de sucesso na educação de refugiados e migrantes, nomeadamente na Turquia, Dinamarca, Alemanha e Itália, assim como de alguns testemunhos individuais.
Liliana Rodrigues apresentou também alguns exemplos de boas práticas em Portugal, acrescentando que “todos estes bons exemplos mostram que é possível fazer e que talvez este seja o tempo de encontrar novas e melhores formas de interacção e dinamismo social, trabalhando tanto com aqueles que chegam, como com aqueles que acolhem. Não podemos negligenciar a informação e a sensibilização das comunidades que acolhem”.
A deputada socialista entende que “tendo ido as nossas prioridades para a educação das crianças migrantes e refugiadas, e sendo isso bom, louvável e para continuar, não podemos esquecer os adultos, aqueles que mais rapidamente podem integrar o mercado de trabalho, possibilitando-lhes que participem activamente no seu próprio desenvolvimento e contribuam assim para a transformação e para o desenvolvimento da sociedade que os recebe. Eles representam, por exemplo, uma forma de fazer face aos sérios problemas demográficos que assolam vários países europeus, entre os quais Portugal. O primeiro passo que os Governos têm de dar passa por compreender que a educação dos refugiados e migrantes não é um luxo ou uma opção, mas algo que tem de ser feito agora.”
“Daí que seja necessária uma mudança de paradigma”, acrescenta a deputada madeirense, “que proponha soluções estáveis e duradouras. A legislação já existe em inúmeras regulações e directivas da União Europeia, devemos agora transpô-la para as legislações nacionais e, mais importante, agir em conformidade. O Mundo não mais será como antes. Estes são tempos decisivos para a UE, para a Europa e para o Mundo. O que fizermos ou deixarmos de fazer agora terá implicações no futuro próximo. Ou fechamos as portas aos refugiados e migrantes, ou somos capazes de os reconhecer como seres humanos iguais a nós e responder às suas necessidades. A educação e a cultura são meios privilegiados para fazer face a este desafio. Desempenham um papel crucial no restaurar da normalidade nas vidas dessas pessoas que nos procuram em busca de esperança e também da normalidade das nossas sociedades. O acolhimento e educação de refugiados são mais do que um assunto político. São um sinal de amor”, conclui Liliana Rodrigues.
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