Trânsito interrompido na Travessa do Rego deixa condutores e moradores agastados

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Os condicionalismos do trânsito no centro do Funchal estão a deixar os cidadãos cada vez mais agastados. Como se não bastassem as controversas obras nas ribeiras da cidade, que, além de manifestamente destruírem o património, causam situações de tráfego perigosas e de quase não-visibilidade para o condutor, há outras que vêm dificultar ainda mais a fluidez da circulação automóvel.

Única opção: subir de marcha atrás...
Única opção: subir de marcha atrás…

Hoje, quem tentava descer para a Travessa do Rego, transversal à Rua João de Deus, deparava-se com a estrada totalmente fechada. Tudo porque estão a abrir uma vala nas proximidades do Hotel do Carmo, aparentemente para colocação de rede de esgotos. O trânsito naquele troço foi completamente encerrado, apesar de haver numerosos lugares de moradores logo abaixo, o que os obriga a, querendo estacionar, ter que enveredar pela Rua do Carmo e subir de marcha-atrás, numa zona que tem espaço apenas para passagem de um único automóvel.

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Moradores fizeram chegar ao FN o seu descontentamento, referindo: “Dizem que publicaram um edital que ninguém viu  e os moradores daquele local que se resolvam. Falta de planeamento e falta de respeito pelos cidadãos contribuintes. Podiam pelo menos temporariamente vedar a utilização dos parquímetros e assim deixavam espaço para os moradores passarem”, critica uma moradora.

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Na realidade, pelo que constatámos com as nossas fotos, a utilização dos parquímetros está momentaneamente fora de serviço, dado que uma vala está aberta precisamente no lugar de um deles. Todavia, maquinaria e camiões obstruem o outro lado da estrada. Questiona-se se não haveria possibilidade de viabilizar que os carros circulassem temporariamente por dentro do estacionamento situado no local da antiga serragem, logo abaixo da clínica dentária, como já anteriormente foi feito.

Entretanto, na saída da Travessa do Rego para a Rua do Carmo, permanece um saco enfiado num sinal de trânsito que o comum dos mortais não consegue descortinar para que serve.

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E, para completar, a PSP continua a divertir-se a multar carros de moradores de zonas muito próximas à Travessa do Rego, mas cujos lugares são muito mais limitados do que naquela zona, que conta para aí com uma dezena de lugares, dos quais nem todos estão preenchidos. Ao invés de multar aqueles que não são moradores das imediações, multa sem piedade quem, por exemplo, tem de estacionar o carro nas laterais da Francisco Franco, mas que, como muitas vezes depara com o seu lugar ocupado por ‘invasores’ não pagantes, em desespero estaciona perto do Hotel do Carmo, em último recurso, já que não pode meter o carro no bolso. Entretanto, muitos irregulares, entre os quais hóspedes do Hotel e frequentadores de cafés e estabelecimentos similares das redondezas, estacionam ali sem serem multados. Nada como multar quem já paga à Câmara, entende a PSP – menos alguns agentes mais conscientes que já nos confessaram que preferem não multar moradores do quarteirão, dado estarem conscientes do absurdo da situação.

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