É comum dizer-se que o cão é o melhor amigo do homem. E há muitos relatos que permanecem no imaginário colectivo, descrevendo a lealdade canina para com os humanos. Como a história de Hachiko, um cão da raça Akita, do Japão, que vivem entre 1924 e 1935 e que permaneceu muito tempo na estação de comboios Shibuya à espera que o seu dono, um professor de Agricultura da Universidade de Tóquio, voltasse para casa. Porém, o académico sofrera um acidente vascular cerebral na Universidade e morrera.
Hachiko tornou-se lenda, foi homenageado com uma estátua e dois filmes, um japonês e outro americano, foram feitos a contar a sua história.
Agora, um relato similar surge da vila de Pescara del Tronto, atingida pelo terramoto que devastou várias localidades italianas e que causou centenas de mortos. Um cão de raça cocker spaniel chamado Flash não se conforma com a morte do dono, uma das 290 pessoas que perderam a vida na tragédia, e continua a remexer com a pata o caixão do mesmo, Andrea Cossu de seu nome, 45 anos de idade.
Flash ficará agora aos cuidados da esposa de Andrea Cossu, que sobreviveu. A imagem do cão ao pé do caixão do dono é pungente e lembra os laços que unem os seres humanos e os seus animais de companhia.
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