Crónica Urbana: Caixotes do lixo na Pontinha com solução pouco feliz

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Rui Marote
No dia 13 de Junho do corrente ano, o Funchal Notícias denunciava, com o título “Welcome to Madeira, land of trash“, a situação que se pode ver na foto acima, no Porto do Funchal. Interrogávamos então: “Não existe outro lugar sem ser esse, mais convidativo, para que o turista possa fazer uma paragem e comprar o bilhete?”, concluindo “A APRAM já tem um plano para os camuflar, construindo uma ‘casinha’ do lixo, fechada e que não deixa os contentores visíveis”.
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Passados 52 dias, surgiu no mesmo local uma nova imagem. Uns armários para camuflar aquela fila de oito contentores. Não resistimos a fotografar, pelo design e criatividade. Até aconselhamos a APRAM a registar a patente. Para que o leitor possa avaliar bem, fica aqui a nota descritiva: não é nada funcional, uma vez que o espaço entre a tampa do contentor e o tecto do “guarda-fato” é curto para quem o utiliza. A referida tampa tem um ângulo de abertura de 30 graus, o que fará com que por vezes o lixo caia no chão. Para que isso não aconteça, será necessário puxar o contentor para o exterior. Já nos contentores para vidro isso não acontece. Os de cartão e caixas por vezes sofrem do mesmo problema. Conclusão, bonito, mas pouco prático.
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Quando alertamos para este atentado visual temos o dever, quando solucionado, de dar os parabéns e aplaudir. Mas fica o nosso reparo: não foram felizes. Era desnecessário o tecto sobre os contentores. Até se pagava menos. Outra solução seria a de que o tecto abrisse para cima, facilitando a deposição do lixo ou materiais.
Enfim, se era para eliminar os cheiros, esqueçam… nem com perfume Prada. Os odores continuam lá…