Balanço parlamentar: “PSD recauchutado” é a principal dificuldade para o BE que promete “apertar” ainda mais

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Roberto Almada promete mais luta.

O Bloco de Esquerda bem se esforça na Assembleia com propostas para defender os mais carenciados. Mas Roberto Almada admite que esbarra com um PSD que fez uma operação de cosmética e volta a aplicar o velho estilo de chumbar o trabalho da oposição. Ainda assim, o coordenador regional avisa que vai “apertar” com o partido no poder, porque assim pede “o povo”, porque não tolera “abusos”.

Funchal Notícias – Que balanço o Bloco de Esquerda faz a mais um ano parlamentar (o melhor e o pior)?

Roberto Almada – Foi um ano parlamentar marcado por muito trabalho, que obrigou a um empenho redobrado do BE no sentido de apresentar muitas propostas que fossem no sentido de melhorar a vida das pessoas.

Fomos ativos na apresentação de iniciativas – chumbadas, quase na totalidade, pelo PSD – que se tivessem sido aceites teriam melhorado substancialmente as condições de vida de milhares de pessoas na Madeira: diminuição dos impostos até 30% abaixo dos praticados no continente, o que já acontecia na Madeira até 2011. Propusemos maiores apoios aos idosos e pensionistas através da criação de um complemento de pensão para todas as pessoas com pensões de miséria.

Propusemos que fosse devolvido o subsídio de insularidade aos funcionários públicos, roubado desde o ano de 2012.

Propusemos um acréscimo de mais 15 euros no Salário Mínimo em vigor na Região como forma de combater a pobreza, de garantir maior poder de compra às pessoas o que se ia refletir num aumento do dinheiro injetado na economia, reforçando desta forma a saúde das nossas empresas e potenciando a criação de postos de trabalho.

Propusemos que se acabasse com a trapalhada em torno do reembolso das viagens aéreas fazendo com que as pessoas pagassem apenas os 86 euros pela viagem e não tivessem que adiantar todo o seu valor.

Enfim, fizemos muitas e muitas propostas que o PSD não quis aprovar e, com isso, apenas contribuiu para que a pobreza aumente e a exclusão social de milhares de pessoas se perpetue no tempo.

Assim, fazemos um balanço positivo do nosso trabalho que, apesar de ter sido inviabilizado com reprovações sucessivas do PSD, é um trabalho de persistência e de Luta constante.

 

(Foto Rui Marote)
(Foto Rui Marote)

Funchal Notícias – Qual é a principal dificuldade do trabalho legislativo?

RA – A principal dificuldade chama-se PSD recauchutado, que nada aprova para melhorar a vida dos madeirenses. Apenas estão disponíveis para aprovar propostas se forem para que o Governo da República cumpra.

Se for para responsabilizar o Governo Regional pela resolução dos problemas da Região, nada passa. Uma maioria que no primeiro momento parecia ser diferente, mas que, nós sabíamos, tratar-se apenas de cosmética.

FN – Que perspetivas para o próximo ano parlamentar?

RA – Infelizmente, as perspetivas são muito pouco animadores. Nós não corremos o risco de nos desiludirmos com a atual governança, pois nunca nos iludimos com os malabarismo albuquerquianos para enganar parolos.

O que podemos prometer às pessoas, da nossa parte, é Luta, persistência e lhes darmos forte! Faremos o que nos pedem as pessoas na rua, e que nos elegeram: apertar com eles! Não os deixar abusar do Povo! Denunciar e apresentar propostas! Esta é a nossa missão: Lutar e combater. Pelas Pessoas, Sempre!

 


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