
Com Micaela Martins
Com este calor, tudo o que apetece é fugir até à praia ou, para quem possa não ser grande adepto das braçadas e de, como diz o povo, “trabalhar para o bronze”, pode descobrir o paraíso na serra. Não obstante o termos percorrido mais de dez vezes, é seguramente um lugar do qual nunca nos fartaremos. Falamos do trilho de acesso às 25 Fontes.
Um dos passeios mais procurados pelos estrangeiros, e também, arriscamo-nos a afirmar, um dos favoritos dos nossos conterrâneos. E é fácil de perceber porquê.
Como chegar lá?
Os amantes da natureza têm duas opções viáveis para aceder a este recanto mágico. Uma delas é mais longa e custosa, embora tenha uma simpática alternativa para parte do esforço, que é o acesso pelo Rabaçal, no parque de terra e gravilha onde encontramos sempre muitos carros, junto a uma lagoa artificial e a um ponto de deteção de fogos, no decurso da longa estrada do Paul da Serra.
A outra via de acesso é mais adiante, após ter passado o parque referido anteriormente, duas curvas a seguir, encontramos, à esquerda, uma estrada em paralelo que desce para a Calheta, pelo Lombo do Salão.
Se optarem pela primeira, terão de descer a pé ou na carrinha da Câmara Municipal da Calheta, por cerca de 3€ a viagem, pela estrada de alcatrão que serpenteia a encosta até chegar às casas do Rabaçal, lá no fundo, tendo de regressar, no final pela mesma.
Optando pela segunda, deverão estacionar o carro junto a uma área de churrasco, coberta, numa curva, uns dez minutos abaixo do início da descida. Encontrarão, um pouco acima da área de lazer, voltando atrás, uns seis metros, à direita de quem sobe, uma placa indicativa do percurso. Esta alternativa é mais abreviada, porque é plana e conseguirão chegar às 25 Fontes em pouco mais de uma hora, mas precisam de atravessar um túnel, pelo que se aconselha o uso de lanterna e de um casaco fino, porque pode tornar-se um pouco frio, dentro da montanha. Se tiverem dois carros, vale a pena deixar um em cada lado, descendo a estrada de alcatrão no começo e regressando pela estrada da Calheta.
Rabaçal de encantos
Seja como for, desde o momento em que chegar aos lados do Rabaçal, os caminhantes ficarão encantados com a vista, com o verde que nos preenche e com as montanhas que se encaminham até ao mar. Percorrerão caminhos belíssimos, com flores e sombra fresca, com a levada sempre a acompanhá-lo e placas que norteiam o caminhante. Não se perderão no caminho, só nos seus pensamentos e na tranquilidade deste espaço.
Encontrarão, ainda, pelo caminho, inúmeros companheiros de caminhada, com uma variedade linguística assoberbante. Atravessarão uma ponte, que será o ponto alto do seu esforço, caso evitem a estrada de alcatrão, todavia, nada que esgote ninguém, mas, antes, um momento para respirar um pouco mais profundamente, ao chegar ao cimo. Passarão por um túnel de urze, que dará a ilusão de se estar noutra realidade, ao som de uma banda sonora harmoniosa, dos inúmeros tentilhões, que se aproximam a pedir comida ou a pousar para a fotografia.
Tendo, porém, chegado a uma pequena ponte e à madre da levada, devem voltar à direita e subir as pedras do ribeiro que vos levarão à lagoa das 25 Fontes. Se são 25 ninguém sabe, parecem mais, mas que são belíssimas e enriquecem aquele pequeno caldeirão, disso não há quem duvide!
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