
O Porto Santo passou da solidão ao “boom” populacional. Os veraneantes lembram-se da Ilha Dourada entre junho e agosto e os naturais, habituados a trabalhar em dois meses mais do que em todo o ano, procuram ganhar agora a vida. Ainda assim, ao ritmo branco da Ilha mas sempre acolhedor. Afinal o sol é intenso e não convida a correr para os cem metros mas aguentar a maratona.
Todos os caminhos vão dar naturalmente à praia, com ou sem calhau. Os apelos à alimentação saudável bem se sucedem ao longo do ano, mas, para um dia inteiro na praia, as bolas de berlim tornam-se apetitosas e derrotam os nutricionistas. Caseiras ou não, com ou sem doce, tudo se vende, regado com água ou cerveja. Engorda-se de dia e marcha-se depois na praia.
As bolas de berlim do Zé, que palmilha a praia dourada de uma ponta a outra, têm venda assegurada. Mas é preciso pôr o carro na areia e fazer o pregão do costume. Desta feita, com um adereço novo e também uma outra motivação: a bandeira de Portugal a exaltar o feito histórico da Seleção Portuguesa de futebol. Sermos campeões europeus de futebol levanta o ânimo lusitano mas também o negócio.
“Ai as bolas do Zé, quem as compras, assim frescas e deliciosas…?”


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