Devemos ser misericordiosos ou solidários?

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Por estes dias em que se tem relembrado o papel das Misericórdias, em que o “bom povo” cristão da Madeira medita sobre esta suposta virtude, que é sermos misericordiosos para com o nosso próximo que se encontra em pior situação que a nossa, não há como não deixar um repto: e que tal se, mais do que a misericórdia, sentíssemos solidariedade e responsabilidade social para com os que sofrem? Nos rostos de muitas pessoas que vivem na rua, ou nela passam o tempo, na face de muitos pedintes, está espelhado o desânimo pela falta de apoio social, o desespero pela exclusão ou pela carência de emprego. Sempre houve pobres, sempre houve pedintes. É verdade. Se calhar sempre haverá. Mas choca ver agora tanta gente nas ruas, ou nelas a dedicar-se à mendicância. A crise reflecte-se também nestes sinais. Uma crise económica, ou também de valores humanos?

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