PCP apela para a união dos trabalhadores no 1º de Maio

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O PCP emitiu um comunicado alusivo ao Dia Mundial do Trabalhador, uma data que saúda, e que diz ser celebrada “num contexto de esperança, é certo, mas também de trabalho e de luta”.

“De esperança”, especifica, “porque o resultado das eleições de 04 de Outubro de 2015 permitiu uma nova configuração de forças na Assembleia da República, nova configuração essa que levou à queda do governo de Passos Coelho e Portas e à derrota do PSD e do CDS”.

De trabalho, entretanto, porque apesar dos importantes passos que têm sido dados para recuperar direitos e rendimentos que foram, denuncia o PCP, criminosamente subtraídos aos trabalhadores, aos reformados e pensionistas, aos jovens, e que empobreceram o País e a Região, fazendo aumentar o desemprego, a exploração, a precariedade, a pobreza e a emigração, há ainda muito que fazer para desenvolver Portugal e garantir um futuro estável aos Portugueses.

“E de luta porque sabemos que há quem não queira que o País progrida, sabemos que há quem se mova contra os Trabalhadores e contra o Povo, em conluio com interesses internos e externos, para manter Portugal e os Portugueses reféns dos ditames da União Europeia e das manobras neoliberais do capitalismo selvagem. E é a lutar que não só se garante aquilo que temos, mas também conquistamos mais”, exorta o partido, que denuncia que na Madeira e Porto Santo persistem graves problemas laborais.

Trata-se da região do País com a maior taxa de desemprego, afectando cerca de 23 mil pessoas, segundo números oficiais, mas que, na realidade, serão muitas mais.

“Nesta Região é cada vez mais injusta a distribuição da riqueza produzida, pois a maior parte da riqueza reforça o factor capital, empobrecendo o factor trabalho, existindo cidadãos que, mesmo trabalhando, empobrecem pois o seus salários são tão baixos que não lhes permitem fazer face às suas necessidades mais básicas. É contra isto que urge lutar e exigir mais e melhores condições de vida e de trabalho, para impulsionar um verdadeiro desenvolvimento para a nossa terra.”, opina o PCP.

“Assim, o PCP saúda o 1.º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, bem como as lutas dos trabalhadores portugueses, e madeirenses e portossantenses em especial, e apela à participação de todos os trabalhadores e população em geral nas iniciativas promovidas pela USAM – União dos Sindicatos da Região Autónoma da Madeira, com especial destaque para a Marcha dos Trabalhadores, com concentração a partir das 17h30, junto ao edifício-sede da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, e início previsto para as 18h00”.


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