
Fotos: Rui Marote
Faria Nunes tem-se defendido tranquilamente quanto às muitas acusações de ineficácia do serviço de saúde da Madeira, sublinhando a sua enorme preocupação com os problemas que afectam este sector. Mas sempre vai dizendo que não é possível mudar as coisas rapidamente, com a celeridade desejada.
Afirmou que nunca se esquivou a esclarecer a população e que sempre veio ao hemiciclo, quando solicitado, para prestar esclarecimentos aos deputados. Na sua intervenção, considerou as críticas da oposição infundadas e actos de pouca seriedade.
“Em Saúde, as soluções não são simples e os resultados dificilmente são imediatos”, frisou. Admitiu que nos últimos anos “a Saúde enfrentou inúmeros constrangimentos que abalaram a confiança dos utentes e provocaram nos profissionais grandes frustrações”. Mas críticou, pela sua parte, as vozes pessimistas e catastrofistas que se erguem perante os holofotes da comunicação social.
Afirmou, por outro lado, que o desejável controlo de custos não se pode fazer à custa da qualidade e da segurança dos cuidados de saúde. E muito menos cortando nos orçamentos. “Em saúde não se poupa”, defendeu.
Sublinhou que em Julho de 2015 foi assinado um memorando de entendimento com o Ministério da Saúde que visou garantir uma maior e melhor cooperação com o continente nesta área, esbatendo a descontinuidade territorial e aproveitando a economia de escala. Outro acordo fundamental foi o protocolo com o Centro Académico de Medicina de Lisboa que “permitiu colmatar a falta de médicos oncologistas no serviço de hemato-oncologia do hospital”.
Saldar as verbas devidas à Adse e o acordo com o ministério das Finanças e o ministério da Saúde para a regularização de valores em dívida e a antecipação do pagamento total de dívidas às farmácias foram apresentados pelo governante como prova de estratégia e de esforço, entre várias outras medidas, como a revisão da actuação dos recursos humanos: “Conseguimos motivar os profissionais”, afirmou. E mostrou orgulho pelo acordo com os sindicatos médicos, relativamente ao Acordo Colectivo de Trabalho”.
O reforço dos médicos no serviço de saúde foi também sublinhado por Faria Nunes, que disse, por outro lado, que “estamos a dar passos significativos para implementar um novo modelo de organização nos hospitais e centros de saúde”.
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