CINM é motivo de luta verbal com ataques, defesas e esquivas a nível nacional

finanças-alr-021.jpg.jpeg
Foto Rui Marote: O CDS defendeu hoje o CINM no plenário da Assembleia Regional.

A questão do Centro Internacional de Negócios da Madeira continua na ordem do dia e está hoje no centro de uma controvérsia que divide os diversos sectores da vida política e económica do país e da Região. Ainda esta manhã na sessão plenária na Assembleia Legislativa da Madeira o deputado centrista Rui Barreto enfatizou que o CINM “não é um offshore’, considerou que o mesmo nada tem a ver com os polémicos ‘Panama Papers’ e apontou baterias aos que o assim consideram, que considerou culpados de “iliteracia económica”.

Esta posição viu-se hoje reforçada na Assembleia da República, com as intervenções de Carlos Pereira, também líder do PS-M, que afirmou que a Madeira nunca esteve na lista negra dos offshores e, sem se referir ao CINM, disse que os socialistas defendem a Zona Franca. Também o deputado social-democrata pela Madeira Paulo Neves garantiu que o CINM não é um offshore e está sujeito a densa fiscalização das entidades portuguesas e europeias.

wpid-marianamortágua.jpg.jpeg

Porém, a esquerda alinhou por outro diapasão. A mediática deputada Mariana Mortágua afirmou que “Portugal tem o seu offshore’, que, obviamente, na sua perspectiva, é a Madeira, e sublinhou que os madeirenses não podem dele serem “reféns”. PCP e Verdes deixaram claro que são a favor do CINM.

Deputados do continente como Teresa Leal Coelho, CDS, e  João Galamba, PS, sublinharam a importância do CINM na economia regional e o facto de ser do interesse do país manter esta fonte de emprego e de receita.