MPT critica educação em Portugal

Roberto Vieira

O MPT emitiu uma nota de imprensa na qual referiu que existe “miopia grave sobre a educação em Portugal”.

 

Há meia dúzia de anos, diz o partido, foi decidido aumentar o número de alunos apenas como uma visão economicista, resultando daí a perda de milhares e milhares de postos de trabalho. Hoje, sentencia o MPT somos um povo com menos analfabetos, mas com um enorme potencial para letrados que apenas sabem escrever o nome e a morada e que sabem navegar no facebook e nos sistemas de interação moveis.

“Ontem surgiu uma notícia em que o actual governo suportado por todos os partidos de esquerda, decidiu reduzir o número de alunos por turma, apenas para reduzir a indisciplina. No nosso entender a forma e a interpretação que podemos fazer, leva-nos a pensar que afinal não existe nenhuma política de educação para Portugal. Se analisarmos o seu conteúdo podemos facilmente concluir o quanto ela se vai tornar ridícula do ponto de vista ideológico e do ponto de vista do positivismo”.

O MPT Madeira não se revê neste tipo de medida ou solução, até porque acha não fazer qualquer sentido.

Para o MPT da Madeira a redução das turmas deveria significar intemporalmente a melhor forma de potencializar as crianças na escola. Só com turmas de 14 alunos no máximo é que um professor pode estar perto de todos e dar atenção devida a qualquer aluno que se encontre em maior dificuldade, defende o comunicado assinado por Roberto Vieira.

“Desta forma, podemos fazer com que todos possam atingir um nível educacional e de literacia muito elevado. Este é o caminho e a nossa visão para o futuro desenvolvido e que envolva todos os cidadãos, especialmente os alunos, no contexto educacional de grande qualidade”.

“Fecharam escolas, voltem a abri-las. Mandaram milhares de professores, educadores para o desemprego! Vão lá busca-los novamente e façam o favor de apostar na Educação como deve ser. Com políticas de demagogia, como as que o BE tem tentado passar, não obrigado. O PCP-PEV nesta matéria nem é carne nem é peixe. O PS está apenas preocupado com a despesa”, queixa-se esta força política.