Concessão da Zona Franca à SDM: “Há mais questões que têm de ter clarificação”

carlos pereira PS“A concessão da Zona Franca à SDM teve a atenção do Tribunal de Contas, cujas conclusões não me surpreendem. Na verdade, há anos que alerto para dois factos: a opacidade da concessão e a dificuldade de entender os termos do acordo efectuado há mais de 25 anos sem qualquer concurso; e a gestão privada de um projecto de filosofia iminentemente pública. Mas há mais questões que têm de ter clarificação, designadamente o dia do fim da concessão e a posição do governo sobre o futuro”.

A observação é do líder regional do PS, Carlos Pereira nas suas habituais “notas do dia”.

Carlos Pereira garantiu ainda que está atento à comissão de inquérito ao Banif

“Observo uma tentativa mais ou menos deliberada do PSD-M em alterar o objecto da comissão de inquérito do BANIF na ALRAM. Depois de tentarem invalidar a sua instalação fazem o que sempre fizeram: manipular de modo a diluir a análise de responsabilidades. Estamos atentos”, escreveu.

O Orçamento de Estado para 2016 também foi objecto da sua análise:

“O PSD-M foi o cúmplice incontornável da coligação PSD-CDS no desmantelamento da autonomia mas, sobretudo, na implantação de medidas que prejudicaram a vida dos madeirenses. Posso por isso reafirmar, com base nos factos, que o OE de 2016 é o primeiro passo para inverter essa situação . Mas mais. Estou na posse dos elementos necessários para concluir que perante os episódios de pseudo-indignação do PSD-M sobre uma alínea do artigo 183 do OE, que dizia-se ferir a nossa “autodeterminação”, e confirmando a sua eliminação, por proposta do PS-M, está assegurado o voto do PSD-M neste orçamento . Se isso não suceder, estaremos perante mais um número de populismo e um truque baixo do PSD-M para encontrar argumentos para prejudicar a Madeira. Portanto, ou serão solidários com os madeirenses, votando a favor do OE2016, ou traidores. É só escolher”, referiu.

Sobre o facto de Maria Luís Albuquerque ter sido convidada para administradora de uma empresa que comprou créditos do Banif (com desconto claro), Carlos Pereira, diz que “é um acto normal que contrasta com a surpreendente aceitação do convite por parte da anterior ministra. O PSD e o CDS abstiveram-se numa lei para vigorar um período de nojo de 3 anos para poder passar da governação para empresas tuteladas. Não é o caso, mas as semelhanças fragilizam a condição moral de Maria Luís e deterioram a imagem do PSD. Um caso a acompanhar”.