Lino Abreu e Carlos Rodrigues ‘pegam-se’ por causa de ‘política do betão’

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O plenário da Assembleia Legislativa Regional foi esta manhã palco de uma denúncia do deputado centrista Lino Abreu, que se mostrou incrédulo quanto à boa capacidade do Governo Regional da Madeira rentabilizar convenientemente os fundos europeus disponíveis. “Antigamente bastava fazer um telefonema para um gabinete de arquitectura e uma empresa de construção civil e mandar fazer as obras”, afirmou, criticando o modo como, em seu entender, tantos e tantos fundos comunitários foram gastos pelos governos jardinistas numa política de betão.

Segundo Lino Abreu, as novas regras pelas quais a Europa actualmente se rege obrigam a outras actuações e considerações, pelo que o deputado do CDS-PP se mostrou duvidoso da forma como o actual Governo de Albuquerque poderá aproveitar os 840 milhões disponíveis.

Este posicionamento veio na sequência da presença do secretário regional das Finanças, Rui Gonçalves, hoje no parlamento madeirense para defender um diploma do Governo destinado a corrigir um outro diploma que suscitou a intervenção da Inspecção Geral de Finanças, sobre a forma de gestão dos fundos estruturais.

Lino Abreu enfrentou acesa resposta da parte do deputado social-democrata Carlos Rodrigues, que considerou que alguém durante tantos anos ligado ao meio empresarial como o deputado do CDS jamais poderia ter proferido uma acusação como a que fez, e que considerou um inteiro absurdo.

 


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