(*Por Tomás Ornelas) / Diz-se que este farol tinha sido mandado construir por Ptolomeu, na Ilha de Faros, com o objetivo de iluminar a passagem marítima noturna a todos os marinheiros e, por causa do nome da ilha, todas as construções até hoje, com o mesmo objetivo, são chamadas de farol. O encarregado da construção, em 280 a.C., foi o arquiteto grego Sóstrato de Cnido.
Após a finalização da obra, a grandeza desta chamou a atenção de todos. O Farol tinha cerca de 150 metros de altura e estabelecia-se sobre uma base em quadrado, a qual servia de parte inferior a uma torre octogonal de mármore. Acima dessa torre ficava o elemento fundamental para o farol, uma chama que ficava acesa constantemente. Havia ainda no topo do farol uma estátua do deus do mar, Poseidon.
O monumento foi construído utilizando pedra de granito clara, com revestimento de mármore e calcário. A sua beleza clara era notável. Uma liga reforçada com chumbo derretido e uma forma arcaica de cimento, baseada na mistura de resina com calcária, uniam os blocos de pedra da construção. Na parte referente à chama, o ambiente era tomado por espelhos, e acredita-se que também chumbo, servindo para refletir a luz. O brilho da chama podia ser visto a 50 Km de distância.
A bela e monumental construção foi durante muito tempo a estrutura mais alta feita pelos homens. Entretanto, no século XIV, em 1375, um forte terramoto atingiu a ilha de Faros e destruiu o Farol de Alexandria por completo. Mais tarde, em 1480, as pedras que restaram da construção original foram utilizadas na construção de um forte, edifício que permanece até hoje no lugar do Farol de Alexandria.
Só em 1994 foram encontrados restos arqueológicos que compreendiam blocos de pedra e estátuas do farol por uma equipe de arqueólogos mergulhadores.
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