MPT critica separação de casais por motivos laborais

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O Movimento Partido da Terra pediu, através de um comunicado enviado às Redacções, aos decisores do País que voltem a repor a lei que permite aos casais que trabalham em localidades diferentes viver o dia-a-dia uma vida em comum. “Esta factura ainda está por apresentar, mas de uma forma ou de outra ela será apresentada a todos os contribuintes Portugueses”, refere o MPT.

Quando a Assembleia da Republica aprovou a cessação da Lei de Conjugue na vertente da aproximação dos casais, aprovou nas entrelinhas a desagregação de milhares de casais que por motivos de trabalho ficaram e ficam deslocalizados em locais distantes, diz este partido. E questiona: como é que os casais que trabalham em locais diferentes e em locais distantes uns dos outros podem ter um papel educativo dos seus filhos, quando um dos conjugues trabalha e vive a centenas de quilómetros do seu agregado familiar?

“Num País em que a taxa de natalidade é muito negativa, será que também não temos legitimidade para perguntar se esta lei que foi negada aos Portugueses, não é uma forma redutora de não incentivar os casais a ter mais filhos?”, interroga o MPT.

Para esta força partidária, num momento de crise económica, em que os salários foram drasticamente reduzidos, o desemprego aumentou a uma escala nunca vista, impossibilitando que aqueles que trabalham longe do seu agregado familiar possam ter despesas com transportes para poder passar os fins-de-semana com a sua família, “podemos concluir que esta medida só veio degradar os agregados familiares e provocar a instabilidade social. Se falarmos das Regiões Autónomas da Madeira e Açores, então, tudo será ainda mais grave”.

 

“Temos a certeza que os Portugueses terão e têm maior dificuldade em perceber como é que alguns dos nossos ministros conseguem gastar 200 mil euros em faqueiros de prata, quando milhares de famílias têm pouco ou nada para comer dia após dia”, critica.

“O MPT pede apenas que os Portugueses pensem nisto e tem a esperança que possam mais tarde fazer escolhas mais acertadas, especialmente quando se trata de eleições, porque ainda há pessoas que são honestas e que sentem verdadeiramente a realidade social do País”, assevera.

 


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