
O Estepilha dá hoje nota desta duas peças que nos reportam para outros tempos, mais conturbados, que nada têm a ver com as águas mansas em que hoje a Madeira navega. Vem à tona, pçor exemplo, os tempos explosivos da Revolução da Madeira, a resistência, a luta incansável de alguns e outras conquistas ao longo dos tempos.
Os dois canhões, no Porto do Funchal, um apontado ao antigo Molhe, atual Design Centre/Restaurant, de Nini Andrade Silva, e outro virado para o Schult Xavier, a Marinha que aguarda os mares da Madeira, revestem-se não só de particular beleza como evocam tempos idos que convém não esquecer.
Hoje, as grandes batalhas da Madeira já não se travam com a força das armas para renegar o estatuto de colónia da República, rumo a uma autonomia necessária e imparável. Os grandes dossiers são tratados com recurso à alta diplomacia e canhões para que te quero É saudável e desejável que assim seja e que os resultados apareçam para regozijo dos eleitores. Todos aguardam notícias sobre as verbas para o novo hospital (afinal, quem paga?), o novo ferry para as ligações marítimas (vem ou não?), o cargueiro aéreo (já chegou a descolar alguma vez?) e as sempre penosas renegociações com o Governo da República para a transferência de mais verbas para as sempre deficitárias finanças regionais.
A imagem é mais uma mostra de que os homens passam e ficam as memórias.
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