A União de Mulheres Alternativa e Resposta-UMAR está angustiada com os níveis de violência. Em comunicado, lembra que, “mal começou o ano de 2016 e já aconteceu uma desgraça, uma mulher foi assassinada em contexto de violência doméstica. Quando chegaram os bombeiros do Porto Santo, o assassino já tinha esfaqueado a mulher até à morte”.
No mesmo comunicado, faz-se saber: “Segundo o DN de 9 de Janeiro de 2016, o agressor já estava referenciado pelas autoridades. Não poderia aproximar-se da vítima. O suspeito estava, de resto, referenciado pelas autoridades policiais por protagonizar sucessivos episódios de violência doméstica contra a vítima, às quais a PSP era chamada a sentenciar” (DN de 9/1/2016)
Para a UMAR, “o nó do problema é este: As autoridades sabem que há violência sobre a mulher (a PSP era chamada a sentenciar), mas não foram tomadas as medidas necessárias para proteger aquela vítima. Não sabemos se a culpa foi da PSP, se não comunicava os acontecimentos a quem é de direito, ou se é do Tribunal que é quem tem poder de decisão sobre esta matéria.
Por que razão ficam à espera que aconteça o pior? Depois do assassinato é que mandam prender, julgar… Mas não dá vida à mulher! Morreu, não tem volta. Quantos casos destes já aconteceram em Portugal? A UMAR/Madeira exige que estas situações não podem continuar a acontecer. Se as autoridades têm conhecimento que a vítima corre perigo, o agressor tem de ser afastado, levado para a cadeia ou para outro sítio, para que não possa aproximar-se da vítima. Se a lei não permite, mude-se a lei”.
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