
Um relatório oficial concluiu que os homens acusados de atacar mulheres em Colónia, na Alemanha, na noite de Ano Novo eram quase exclusivamente migrantes, principalmente árabes e do norte de África.
O relatório governamental conclui também que a polícia germânica cometeu graves erros ao não chamar reforços e na forma como informou o público do que se tinha passado.
Mais de 500 queixas-crime foram apresentadas, 40% das quais alegando assédio sexual.
O papa disse, entretanto, que o espírito humanista da Europa arriscava ser minado pelo imenso afluxo de migrantes, que estava a causar problemas. Mas Francisco defendeu que o continente europeu tem os meios para encontrar um equilíbrio entre a protecção aos seus cidadãos e a ajuda aos migrantes.
O relatório, citado pela BBC, explica como um grupo de cerca de mil homens de origem norte-africana e árabe se juntaram a 31 de Dezembro, formando grupos mais pequenos, que cercaram mulheres e as apalparam, ameaçaram e atacaram.
Os grupos viajaram para Colónia a partir de diferentes cidades.
“Depois da intoxicação com álcool e drogas, veio a violência, que culminou em fantasias de omnipotência sexual. Isso tem de ser severamente punido”, disse o ministro alemão Ralf Jaeger.
Mais de um milhão de pessoas pedindo asilo chegaram à Alemanha em 2015. A política de portas abertas da chanceler alemã Angela Merkel está agora a ser criticada, desde os ataques.
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