
Politicamente, um é o dia e o outro a noite. Mas une-os a advocacia, a formação de base, e, mesmo assim, alto e pára o baile, um defende os trabalhadores e o outro os grandes interesses da Madeira Nova e da grande clientela de Lisboa. Um, João Lizardo de seu nome, o grande especialista da Região em Direito do Trabalho, com fama de poucas falas e incorruptível, e o outro, Guilherme Silva, o jurista e deputado do jardinismo, fidelíssimo ao anterior inquilino da Quinta Vigia. Travaram causas comuns na barra: um do lado dos pobres, outro do lado do governo.
A objetiva de Luís Rocha surpreendeu estas duas grandes figuras da Região, cada qual na sua área, bem entendido, num encontro casual na Rua do Bom Jesus. A Lizardo não falta nunca a verve satírica e irónica, a Guilherme a cortesia e fair play de um homem que representa grandes interesses, embora com menos holofotes mediáticos neste momento com a saída de São Bento e com a saída de Jardim.
Quer se goste ou não, são dois nomes incontornáveis da Madeira. Lizardo junta à jurisprudência o fascínio pelo património e, claro está, pelo Partido Comunista Português; Guilherme Silva caminha sempre num caldo de direito e política, uma das reservas séniores do PSD, talvez à espera de uma nomeação de Albuquerque. O Estepilha alvitra: será para Representante da República na Madeira? E aconselha o adágio, quem espera… Quanto a Lizardo, o Estepilha acredita que dispensa os cargos, zelosamente distribuídos no Partido Comunista.
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