
Paulo Portas afirmou, esta manhã, no Funchal, estar preocupado com as cedências do atual governo da República ao Partido Comunista e à organização sindical liderada por Mário Nogueira, nas áreas dos transportes coletivos e na Educação, receando ainda que o país venha a pagar por questões ideológicas, no caso concreto da reestruturação da TAP.
O líder centrista aproveitou o final do XV congresso regional do CDS-PP da Madeira para lançar reparos à atual governação socialista, a quem acusou de estar a iludir os jovens com facilitismos e de retirar poder de compra aos pensionistas, aludindo à substituição das provas nacionais finais de 4º ano por provas de aferição e ao aumento de 0,4% nas pensões, um valor muito inferior à inflação prevista para o próximo ano.
Num discurso ainda marcado pelo rescaldo conturbado das últimas legislativas nacionais, em que a coligação PSD-CDS perdeu para a opção de esquerda liderada pelo PS, Paulo Portas optou por uma toada crítica contra aquilo que designou de “geringonça”. Alertou para os riscos que as últimas medidas tomadas pelo executivo de António Costa acarretam para a imagem e credibilidade interna e externa, receando que a cotação do país venha a ser prejudicada conforme indicação das agências de rating internacionais.
“Há que manter a confiança, o que não se consegue anulando privatizações, revertendo concessões e recuando em questões como a sobretaxa do IRS”, sublinhou.

No caso concreto da TAP, mostrou preocupação relativamente à permanente ameaça que paira sobre o processo de restruturação em curso, dizendo acreditar na privatização parcial da empresa como a única saída para a sua viabilidade.
Aos recém-eleitos órgãos do partido na Madeira, o líder centrista pediu unidade, ambição e abertura à sociedade, deixando ao novo presidente do CDS-PP regional, Lopes da Fonseca, dicas para garantir um bom resultado nas próximas eleições. “Preservar o que já se conquistou e multiplicar este potencial ao nível autárquico e concelhio”.
Antes de expressar o seu apoio a Lopes da Fonseca, a quem reconhece capacidades na manutenção de consensos, Paulo Portas enalteceu o contributo de José Manuel Rodrigues, o presidente cessante, – “um dos dirigentes mais bem sucedidos do CDS” – na conquista da posição de primeiro partido da oposição na Madeira, destacando ainda o trabalho exemplar de Teófilo Cunha em prol das famílias e na gestão das contas na Câmara Municipal de Santana, a única e primeira autarquia centrista na Região.
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