Coelho acusa Tranquada de querer vê-lo condenado

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O deputado José Manuel Coelho “agradeceu” ao presidente da Assembleia Regional, Tranquada Gomes, a vontade que, em seu entender, o mesmo tem manifestado em ajudar a castigar o polémico parlamentar trabalhista por delito de opinião, e que terá, do seu ponto de vista, contribuído para facilitar o levantamento da imunidade parlamentar que ocorreu na manhã de hoje. Por isso, ironicamente, resolveu oferecer-lhe “mais um cromo para a sua colecção”: uma fotografia de Ernesto Geisel, presidente do Brasil durante a ditadura militar, conhecido perseguidor de jornalistas e sindicalistas. Alguém, insinuou, com quem Tranquada se poderia identificar pelas práticas pouco democráticas. O presidente da Assembleia reagiu com bonomia e aceitou o “cromo”, não deixando de sorrir.
O episódio aconteceu depois de Humberto Vasconcelos ter levado à Assembleia uma proposta do governo para a fabricação e comercialização do pão tradicional da Madeira, e de ter sido discutido um projeto de decreto legislativo regional da autoria do PS, já desactualizado, intitulado “Determina a alienação da participação no capital social que a Região Autónoma da Madeira detém na “Empresa Jornal da Madeira, Lda”, após apreciação pela 1ª Comissão Especializada. A situação do JM e a necessidade de ser pluralista e deixar de ser um “sorvedouro de dinheiros públicos” e um veículo de propaganda governamental foi comentada de múltiplas formas pelos deputados. A oposição reconheceu que a posição do governo mudou bastante desde os tempos do Jardinismo até ao actual governo de Albuquerque, embora não se tenha coibido de apresentar diversas críticas.


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