A Elídia partiu e o Liceu chora esta perda

As jornadas realizam-se no campo da 'Jaime Moniz'

Há pessoas que nos marcam pelo seu terno sorriso mesmo quando são varadas pela dor mais profunda. A professora Elídia era assim: simples, solícita e amiga. Hoje, deixou-nos. Resistiu a longos meses de dor e achava que o seu sorriso e auto-confiança seriam suficientes para enfrentar um inimigo terrível como são certas doenças que entram na vida das pessoas qual rajada de vento que tudo leva pela frente.

Durante anos, as muitas gerações de alunos que optaram por se matricular no 10.º ano na Escola Secundária Jaime Moniz viram na coordenadora deste ano de estreia no secundário uma voz amiga, confidente, sempre de sorriso fácil e genuíno, e de resposta pronta para aqueles estudantes que procuravam o norte numa escola diferente, num curso difícil, num mundo novo.

Eis que as maleitas foram silenciosamente se apoderando desta mulher que transbordava empatia. Naquele invernoso janeiro, tudo começou como se não fosse nada.Acreditou que era mais forte que a doença e que a sua fé e resistência, a par da simpatia e competência da sua médica no Hospital Dr Nélio Mendonça, seriam o melhor escudo face à doença, esta cheia de artes e manhas.

“A minha vida agora é isto: casa, hospital… E as minhas aulas de filosofia?” confidenciou-me há dias, num misto de revolta contida e resignação. As colegas que a visitaram ontem, na véspera da sua sua morte, no mais profundo sofrimento, viram a Elídia a dizer “muito obrigada por me visitarem”. Nada de queixumes perante a dor terrível.

Hoje soubemos que partiu… Nova, crente e alegre mesmo lutando com dores.

Palavras para quê? Tudo está consumado. Apenas dizer-te: Elídia, do alto do teu sorriso, agora certamente mais tranquilo e eterno, descansa em Paz. Fica a memória do teu exemplo de professora, de orientadora de tantos alunos e aquele otimismo de que “só não há remédio para a morte”.


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