VW foi a primeira mas não é a última. Mercedes, BMW e Peugeot também distorcem dados

mind-the-gap

A Volkswagen foi a primeira a ser descoberta, mas está longe de ser a única gigante da indústria automóvel a manipular os testes de emissões de gases poluentes. Pelo menos, é isso que sugere um novo estudo, publicado esta segunda-feira por uma organização de campanha ambiental, que trabalha diretamente com Bruxelas. O fosso entre os resultados dos testes de emissões de CO2 e a performance real é de 40%, revela o estudo.

O relatório, intitulado “Mind the Gap“, é publicado anualmente pela Transport & Environment, entidade que trabalha diretamente com a Comissão Europeia. Este ano, mostra resultados preocupantes: em 2008, a emissão de gases poluentes e de consumo de combustível na condução real era 8% superior ao que se registava em ambiente controlado, nos testes de laboratório. Em 2012, este fosso já era de 31% e, no ano passado, a diferença ficou entre os 40% e os 45%. A manter-se este ritmo, e se a indústria continuar a “explorar as lacunas dos procedimentos de testes”, o fosso será de 50% em 2020, prevê a T&E.