Jardim quer tornar Portugal estável enquanto é tempo

alberto-joao-jardim-12OPINIÃO: “A proposta para mudar Portugal através da eleição de um Presidente da República disposto a enfrentar o sistema político vigente e a entregar ao Povo soberano o Direito de referendar o texto constitucional, é uma proposta que vai ao encontro de garantir a ESTABILIDADE futura, imprescindível ao País.
A ESTABILIDADE que os Portugueses desejam, não só a nível público, com também para as respectivas vidas pessoais e familiares.
ESTABILIDADE que passa pela constitucionalização do ESTADO SOCIAL e da INDEPENDÊNCIA ABSOLUTA entre os Poderes Legislativo, Executivo e Judicial.
Nos últimos anos, a vida de muitos Portugueses ficou às avessas porque o desastre financeiro em que mergulhámos, levou a que o sistema político-constitucional ainda vigente, inadequadamente e conforme uma austeridade imposta também do estrangeiro, para recuperar optasse escandalosamente por cortar nas justas expectativas de vida de cada um dos Portugueses.
As pessoas trabalharam uma vida inteira, descontando para a sua reforma, com que contavam em valores concretos, e, de um momento para outro, o sistema político cortou-lhes na pensão, destruindo-lhes a Esperança no fim de vida que haviam previsto com segurança.
As pessoas trabalhavam, fazendo fé no seu salário e assim organizaram a sua vida familiar, inclusive assumindo responsavelmente compromissos no tempo e, de um momento para outro, o sistema político-constitucional ainda vigente cortou-lhes no salário, causando situações dramáticas ou pelo menos difíceis.
Mais o genocídio social a que Portugal foi sujeito e que quase destruíu totalmente a classe média. Quando esta é a espinha dorsal insubstituível da garantia das Liberdades democráticas.
Tudo isto se faz num sistema político onde predominam interesses corporativos e que está sob controlo das oligarquias financeiras, nacionais e internacionais, bem como de organizações poderosas NÃO TRANSPARENTES.
E fez-se mais.
Para arrecadar receita fiscal imprescindível, urdiu-se um aumento de impostos que sobrecarregou abusivamente quem trabalhou e quem só vive da sua pensão. Com a agravante desta instabilidade fiscal afastar os bons investidores estrangeiros e o País ser comprado baratinho por capitais oriundos de conhecidas proveniências geográficas, com as inerentes consequências estratégicas preocupantes que tal acarretará.
Por outro lado, e também com prejuízo para a imprescindível ESTABILIDADE de que Portugal carece solidamente no futuro, o sistema político-constitucional está montado em termos de lhe faltar uma INDEPENDÊNCIA completa entre os Poderes Legislativo, Executivo e Judicial, andando-se à mercê de “quedas de Governo”, de “dissoluções da Assembleia da República” e da “politização da Justiça”.
Quanto custa a cada um de nós e em que termos a Democracia sai aperfeiçoada?
É tempo de acabar com a sujeição dos Portugueses a todo este género de coisas, constitucionalizando o Estado Social, a estabilidade das pensões, a estabilidade salarial, a estabilidade fiscal e uma rigorosa INDEPENDÊNCIA entre os poderes Legislativo, Executivo e Judicial.
É tempo de pôr termo ao abuso, à instabilidade e a opções erradas.
É tempo PARA MUDAR PORTUGAL.
Mas fazer a MUDANÇA nos termos propostos, através de alterações constitucionais referendadas pelo soberano Povo português, sem beliscar os Direitos, Liberdades e Garantias individuais consagrados na actual Constituição da República.
Ainda estamos a tempo.
Mas se os Portugueses, que na sua grande maioria não estão comprometidos com o actual sistema político-constitucional, nem com os partidos actuais, em cada localidade não se organizarem agora nas Bases, deixando-se assim mais uma vez entregues ao destino que os Partidos e os poderes oligarco-financeiros, nacionais e estrangeiros, nos decidirem impôr, lá mais para diante, no tempo, pode já ser tarde.
Porque se só mais para diante, na inevitabilidade do agravamento das actuais circunstâncias, só então os Portugueses acordarem, pode ser muito tarde.
Tragicamente porque, nessa altura, a necessidade de MUDAR PORTUGAL e de estabelecer a ESTABILIDADE, pode arriscar que tal só seja tentado em termos inadmissíveis. Já sem respeito pela actual protecção constitucional dos Direitos, Liberdades e Garantias individuais.
Funchal, 25 de Setembro de 2015
Alberto João Jardim”

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