‘Nós, Cidadãos’ contra segregação nas salas de aula

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Leonardo Calçada, candidato do ‘Nós Cidadãos’, pela Madeira, à Assembleia da República, reage à notícia de que haverá bons e maus alunos em turmas separadas, veiculada pela comunicação social regional, questionando a “segregação”.

“Tentando perceber o intuito por detrás de tal projeto-piloto, na minha conceção estão a tentar que os alunos com bons resultados aumentem o seu alto desempenho escolar sem a interferência dos ditos “alunos problemáticos” que têm distintamente menos aproveitamento escolar. Percebe-se que para que seja eficaz a alteração pretendida, desejam recorrer a uma alteração no sistema colocando assim uma carga horária superior aos alunos com menor desempenho ou até mesmo um “suposto” aumento do número de professores nas salas de aula”.

Do ponto de vista pessoal do candidato, este raciocínio peca por não levar em consideração que “os bons alunos – independentemente da pressão ou tentativa para destabilizarem o seu percurso e resultados escolares por parte de um ou dois colegas (ditos “problemáticos”), não constituirá problema, pois serão facilmente controlados
pelos professores, que atuarão com todas as regras disciplinares disponibilizadas nos
regulamentos internos das escolas. Mas, apenas uma questão: será que os alunos com reais dificuldades na aquisição de conhecimentos/competências e que realmente necessitam de um apoio suplementar, conseguirão numa turma de “maus alunos” melhorar e adquirir mais conhecimentos/competências, quando em vez de terem apenas dois colegas ditos “problemáticos” terão sete ou oito? E os professores terão a capacidade de controlar de forma eficaz e rápida esses sete ou oito alunos problemáticos com os instrumentos legislativos e regulamentares que existem presentemente?”

A resposta óbvia, diz, e o que a história nos ensinou, é que a segregação de grupos por um qualquer motivo sempre resultou num aumento de confrontos físicos e discriminação.
“Este ato poderá seguramente levar a um aumento do bullying nas escolas e das agressões físicas, pois conduzirá a um estado de “revolta” e de sentimento de alguma “pouca-importância” por parte de um segmento muito particular de jovens”, afirma,