Filipe Lima e Melo Gouveia na luta pelo título no Open de Golfe

elias bertheussen
O atleta Elias Bertheussen. Fotos do Campo de Golfe do Santo da Serra.

Cinco portugueses passaram o cut, ficando a apenas um do recorde nacional no Clube de Golfe do Santo da Serra. Inglês Sam Walker e sueco Pntius Widegren lideram.

 Filipe Lima e Ricardo Melo Gouveia mantiveram-se nesta sexta-feira na luta pelo título da 23ª edição do Madeira Islands Open Portugal BPI, embora se tenham atrasado em relação aos novos líderes, o sueco Pontus Widegren e o inglês Sam Walker.

 Widegren, de 24 anos, e Walker, de 37, entregaram cartões de 67 (-5) ontem e 66 (-6) hoje e ambos perseguem o seu primeiro título no European Tour.

 Num dia muito ventoso, com alguma chuva pelo meio, cinco portugueses passaram o cut no torneio do European Tour, de 600 mil euros em prémios monetários, a contar para os rankings mundial e olímpico, e ainda para a Corrida para o Dubai e para a Corrida para Omã.

 olge-visão geralPara Ricardo Melo Gouveia, foi a primeira vez que passou o cut neste torneio.

 No Clube de Golfe do Santo da Serra, cinco foi quase um recorde nacional, só atrás da edição de 2013 em que seis portugueses se apuraram para os dois últimos dias.

 Filipe Lima mostrou uma vez mais que sabe manobrar a bola no vento e é agora o melhor português, no grupo dos 11º classificados, com 6 pancadas abaixo do Par, uma melhoria de 42 posições, depois de uma segunda volta em 68 (-4).

 «Gosto de trabalhar a bola, faço bolas baixas, não tenho dificuldades nisso, por isso é que é uma vantagem para mim jogar com vento, porque posso brincar com a bola», disse o português de 33 anos, 41º na Corrida para Omã, que averbou 5 birdies para apenas 1 bogey.

 Lima passou o cut pela oitava vez na prova e tem adorado ver passar os automóveis do rali. Até filmou alguns.

 O português residente em França, apesar de estar a 5 pancadas dos líderes, não se vê afastado do título: «Ainda há muita gente à minha frente, com 11 abaixo, com 10 abaixo, mas só vou com 5 atrás deles, por isso, se for recuperando todos os dias um bocadinho, posso estar perto lá no Domingo».

 A mesma atitude tem Ricardo Melo Gouveia, o n.º1 do Challenge Tour, depois de igualar o Par-72 dos percursos Machico e Desertas, para um agregado de 4 abaixo do Par, que o deixa no 29º posto empatado, uma queda de 8 posições em relação a ontem: «Ainda tudo é possível, principalmente neste campo, mas não estou pressionado por isso, estou a fazer o meu jogo, concentrado nos meus objetivos em cada volta. Desde o início do ano que o objetivo em cada torneio é vencer, pelo que não é nada de diferente aqui».

 Tal como ontem, o algarvio de 23 anos jogou ao lado de Ricardo Santos, o jogador português que sofreu a mais acentuada quebra de rendimento, das 66 pancadas (-6) de ontem para as 76 (+4) de hoje. «Só fiz seis greens», queixou-se, depois de passar o cut mesmo à queima, com um total de -2.

 «É a única coisa positiva que tiro do dia de hoje, porque foi uma luta até ao 18 e eu estava consciente que qualquer erro, qualquer bogey poderia custar-me o fim de semana e não seria nada agradável. Foi uma pressão acrescida e fui gerindo da melhor forma e terminar com 3 Pares bastante seguros», disse Santos, que passou o cut pela nona vez na Madeira

 O algarvio de 32 anos vinha de três cuts falhados e o regresso ao torneio que venceu em 2012 elevou o otimismo e agora só quer melhorar o 55º posto que ocupa.

 Nem o 1º lugar lhe parece impossível: «Se o tempo continuar assim e eu tiver dois dias como o de ontem ou melhor, é possível. Estou a 9 pancadas, por isso, em dois dias tudo é possível, mas sei que tenho de jogar muito golfe e os outros não podem jogar tão bem».

 O grupo dos 55º classificados em que está Ricardo Santos foi o último dos que passaram o cut e esse grupo integra ainda os portugueses Pedro Figueiredo e Tiago Cruz.

 Para “Figgy” é um momento importante, uma vez que tinha falhado cinco cuts consecutivos e será apenas a segunda vez que jogará os quatro dias de prova na Madeira, depois de 2008, quando ainda era amador.

 «Foi um dia sofrido, venho de uma série de cinco torneios menos bons e este era um torneio muito importante para mim. Foram 18 buracos sofridos, mas aguentei-me bem, senti-me bem em campo e quando assim é, até dá mais prazer no final», disse o ex-campeão nacional, que assinou voltas de 73 (+1) e 69 (-3). O 69 de hoje foi a sua melhor volta no Challenge Tour desde maio!

 Tiago Cruz assinou as mesmas voltas de 73 e 69 de Pedro Figueiredo e passou o cut pela quarta vez na Madeira. «Um bom resultado seria agora ficar num top-15. Terei de arriscar agora um pouco mais para evitar os últimos lugares, tenho de atacar para fazer birdies», disse o campeão nacional.

 Se cinco portugueses passaram o cut, outros cinco foram hoje eliminados. João Carlota (que assinou 1 eagle no buraco 6, depois de ter sofrido 1 duplo-bogey no 5), foi o único a ter hipóteses e falhou o cut por 1 única pancada, com um agregado de 143 (-1), após voltas de 71 e 72.

 De resto, Gonçalo Pinto, que estava dentro do cut com 70 (-2) viveu uma volta terrível de 78 (+6); o amador Tomás Bessa mostrou a qualidade que tem aos 18 anos, com uma segunda volta de 70 (-2), mas foi prejudicado pela primeira de 76 (+4); Carlos Laranja, de apenas 15 anos, estava inconsolável, mas fazer 75 e 74, para um agregado de +5, com este vento, não é assim tão mau; e só João Pedro Sousa sabe que pode fazer melhor do que duas voltas de 77 para um total de +10.

 O Madeira Islands Open Portugal BPI iniciou-se com 156 jogadores oriundos de 23 países; foi agora reduzido para 65 e prossegue este sábado, a partir das 08h00, para a sua penúltima volta.