Apartamento de um prédio na Cruz Vermelha transformado em “sala de chuto” e de prostituição

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Foto Teresa Gonçalves

Nos últimos tempos, a pacatez habitual no Largo da Cruz Vermelha tem sido agitada com um movimento anómalo e preocupante que se tem vindo a registar num dos apartamentos cimeiros do edifício que fica por cima da conhecida instituição bancária madeirense. Conta quem vive no prédio e na vizinhança que o apartamento em questão – que o FN reserva o número por questões óbvias – se “terá transformado num antro de prostituição e droga”, ante a aparente inércia das entidades competentes, já alertadas para o problema.

Os muitos habitantes do prédio vivem em contínuo sobressalto e, por diversas vezes, solicitaram a intervenção da Polícia de Segurança Pública que tem conhecimento das ocorrências. Mas tarda uma intervenção efetiva. O FN contactou o comando regional da PSP mas a resposta foi a de que “não há declarações a prestar sobre casos concretos e em investigação”.

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Foto Rosário Martins

Vários habitantes do imóvel abordados pelo FN revelaram até algum constrangimento em abir a boca, temendo retaliações futuras, mas evidenciaram sofrimento com a situação e até mesmo falta de esperança na sua resolução. O problema é que há alguns idosos a residir no prédio que estão receosos com o movimento que se verifica, noite e dia, em direção a uma espécie de “penthouse” convertida à prática de atos menos próprios.

Os vizinhos do prédio,  maioritariamente comerciantes, não estranham o problema. Segundo nos contam, o processo é este: as mulheres ficam normalmente à espera de clientela no tradicional fontanário da Cruz Vermelha para aliciar os clientes, seguindo-se a subida até ao cimo do prédio. Os residentes não só estão apavorados com a situação como também com a aparente apatia das autoridades competentes.

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Foto Rosário Martins

O FN apurou também que o problema já terá sido colocado à administração do condomínio. Mas a resposta obtida é a de que o condomínio não tem nada a ver com os que se passa no interior dos apartamentos nem se pode substituir à polícia.

O FN passou pelo local neste último sábado à noite, após as 21 horas. Nas imediações do prédio, a calma era total. No fontanário, era evidente a presença de alguns – poucos – indivíduos de ambos os sexos. Mas não registámos a entrada de ninguém no prédio. Ao que apurámos, quem efetuar uma ronda permanente ao espaço – trabalho reservado às polícias competentes – poderá bem observar as irregularidades denunciadas pelos habitantes.

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O FN subiu ao prédio e bateu por diversas vezes à porta do apartamento visado. Sem resposta. Voltou outro dia, noutra hora. Sem sucesso.  Um assunto que se deixa ao cuidado de quem de direito, sendo certo que todos devem poder usufruir do seu lar em condições de dignidade e qualidade.