Cafôfo quer Madeira “Singapura do Atlântico” como Jardim?

combate-beatas-005A Câmara Municipal do Funchal declara guerra às beatas de cigarro negligentemente atiradas para o chão desta turística cidade. A vereadora do Ambiente, Idalina Perestrelo, pretende instalar centenas de cinzeiros pela cidade do Funchal para educar o fumador compulsivo e evitar que a beata manche as ruas da cidade. Quem não for amigo do amigo, estão definidas multas de 25 a 50 euros.

Esta louvável decisão da CMF faz-nos lembrar as declarações do antigo presidente do GR, Alberto João Jardim, quando afirmou, certo dia, que queria fazer da Madeira “uma Singapura do Atlântico”, o que motivou fartas gargalhadas e ironias dos seus pares. O repórter fotográfico, Rui Marote, que já visitou a verdadeira Singapura, até vê semelhanças políticas entre ambos os territórios. Mas de resto, separam-nos séculos de distância. Há mais de duas décadas, fumar na via pública sem estar munido de cinzeiro dava multa de 500 dólares. Quem entrasse com substâncias ilegais no aeroporto, tinha pesadíssimas e inapeláveis sanções. “Dura lex sed lex” na Ásia.

Também nos Açores, no consulado de Mota Amaral, houve preocupações com o asseio na via pública: quem escarrasse para o chão levava multa. Preocupações que já vêm de longe.Outro exemplo: nos anos 60/70, o padre Angelino Barreto era professor de latim e grego no Liceu e foi o mentor, nesta instituição, do Clube “Caça às beatas de Cigarro” que teve um êxito tremendo no meio estudantil.

Hoje, a edilidade funchalense parece imitar a Singapura no combate à praga das beatas. O Estepilha faz votos para que esse combate tenha êxito, caso contrário será necessário plagiar Salazar com o imposto do isqueiro.

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