Carlos Fernandes apresenta hoje bailado ‘Petrouschka’

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É já hoje que estreará o bailado burlesco russo ‘Petrouschka’, esperado com ansiedade, será apresentado no Centro de Congressos do Casino, a partir das 19h30. Amanhã, haverá nova apresentação, à mesma hora.

Esta produção da Escola de Bailado Carlos Fernandes, da qual o Funchal Notícias deu conta em primeira mão já há vários meses, consubstancia-se hoje, num espectáculo comemorativo do 30º aniversário da fundação da Escola de Ballet Carlos Fernandes, dirigida pelo conhecido bailarino madeirense e também por Marta Atayde, sua esposa, também ela bailarina de extensa carreira.

O bailado, como já anteriormente referimos, tem música de Igor Stravinsky e inicialmente estava previsto para o Teatro Municipal Baltazar Dias. A sala do Centro de Congressos do Casino acabou por revelar-se uma melhor opção, podendo, de facto, acolher mais público e possuindo um palco muito mais apropriado para bailado. ˜

‘Petroushka’ divide-se em quatro cenas e foi composto nos anos de 1910 e 1911, sendo alvo de uma revisão em 1947. Com Alexandre Benoit, Stravinsky foi também o responsável pelo libreto. Já a coreografia foi criada por Michel Fokine.

A história descreve um triângulo amoroso de três personagens, no caso, marionetas de uma feira de São Petersburgo: Petrouschka, que nos países latinos é conhecido como Polichinelo, a bailarina e o mouro. Sucedem-se os amores e os ciúmes.

Neste espectáculo, o princípio estará a cargo das bailarinas mais jovens da Escola Carlos Fernandes, que lecciona esta arte a cerca de uma centena de alunas. As mesmas terão aqui oportunidade de mostrar o que valem.

Carlos Fernandes

‘Petrouschka’ gira em volta das peripécias de três personagens centrais, interpretadas por Gonçalo Sousa (‘Petrouschka’), Francisco Rosseau (Mouro) e  Charmaine du Mont (Bailarina). Mas há uma multiplicidade de outras personagens em palco e um extenso guarda-roupa, pelo que esta produção é visualmente bastante atractiva. João Carlos Abreu, o antigo secretário regional do Turismo e Cultura, encarna uma figura, a de ‘homem rico’.

Este bailado nunca foi apresentado na Madeira, embora Carlos Fernandes já tenha feito esta produção anteriormente, nos seus tempos com o Ballet Gulbenkian.