Manuel Brito assume novo hospital como de interesse nacional, seja qual for o Governo

Manuel Brito
foto Rui Marote (arquivo)

O secretário regional da Saúde, Manuel de Brito, sublinhou hoje no parlamento, respondendo a diversas perguntas da oposição, que está totalmente empenhado na construção do novo hospital, e que é seu entendimento que o mesmo deve ser, de facto, considerado um projecto de interesse comum entre o Estado e a Região, merecendo contar com verbas do Estado para a sua construção. Foi nessa circunstância que, disse, o Governo Regional procurou sensibilizar a tutela ministerial do sector para as necessidades da RAM, numa perspectiva de continuidade territorial e de necessária solidariedade para com este território periférico.

Negando que alguma vez tivesse admitido que seria admissível esperar 20 anos pela construção do novo hospital, Manuel de Brito disse que é necessário, de facto, fazer lobbying junto do Estado português para o apoio a esta infraestrutura, mas que isso é do interesse geral e que ninguém precisa ser mandatado para isso. Nesta altura de pré-campanha eleitoral para as legislativas nacionais, assumiu, é mesmo necessário abordar os responsáveis de diversas forças políticas, entre as quais as do PSD de Passos Coelho, do CDS de Paulo Portas e o PS de António Costa, todas as quais têm possibilidade de integrar os próximos governos, para que, seja quem for que ganhe, fique sensibilizado para a necessidade que a Região tem dum novo hospital.

Mas sublinhou que não se pode chegar ao pé dos representantes do Governo da República e insistir que se quer um novo hospital, sem mais nem menos; até porque isso correria o risco de ser confundido com mais uma ‘grande obra’ do período anterior, daquelas que, deixou entrever, acabaram por ser consideradas ‘elefantes brancos’. Tudo tem de estar devidamente contabilizado, as necessidades a colmatar devidamente sumariadas e identificadas, solidamente apoiadas em pareceres insuspeitos.

É para isso, realçou, que pediu a criação de uma comissão que, inclusive, engloba técnicos credenciados como o eng. Dírio Ramos, afecto a uma outra força política, a CDU. Isto porque quer que o relatório elaborado por essa comissão seja o mais completo, competente e abrangente possível, para que não deixe margem a dúvidas sobre porque é que é necessário um novo hospital, porque é que não bastam obras no antigo e quais são exactamente as áreas que devem ser intervencionadas e como.

Admitiu, por outro lado, que outra das suas preocupações enquanto Secretário da Saúde é a redução das listas de espera das cirurgias, que se cifram actualmente em números que rondam os 17 mil. Em quatro anos, disse, é preciso inverter esta situação, mas, mais uma vez, tendo o cenário cuidadosamente ponderado, para que não se volte, mais tarde, ao mesmo. Manuel Brito assumiu que o sistema regional de saúde necessita de mais 80 médicos de medicina geral e familiar.


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