A Plataforma Sindical (ASPL, FENPROF, SPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE, SIPPEB e SPLIU) agendou uma Manifestação Nacional para amanhã, dia 20 de junho, em Lisboa. Este evento, diz a plataforma, é de extrema importância porque se realiza num momento determinante para o futuro de todos os docentes e investigadores.
“Nos últimos quatro anos, assistimos a um agravamento das condições em que se exerce hoje a docência. Nas escolas há agora menos 40.000 docentes, o que significa que a redução de educadores e professores em relação à de alunos foi, percentualmente, bastante superior. Não é por isso de estranhar que os docentes cheguem completamente esgotados ao final do ano, na medida em que acumulam, com o seu já exigente trabalho, o de quantos foram retirados das escolas. O problema agrava-se quando, apesar desse desgaste, a aposentação vai ficando cada vez mais longínqua. Estas são duas questões que nos obrigam a exigir horários e condições de trabalho adequadas tendo a FENPROF apresentado ao Ministério da Educação e Ciência, na passada terça-feira (16 de junho), 10 medidas que vão nesse sentido.
No âmbito do processo de municipalização da educação desencadeado, nos últimos meses, pelo Governo da República, a Plataforma Sindical levou a cabo um processo de auscultação dos docentes, no início do mês, em que 97,8% dos quase 54.000 educadores e professores que se pronunciaram demonstraram, claramente, a sua oposição à municipalização o que legitima a luta da Plataforma Sindical contra esta imposição do Governo.
Para além destas questões importa ainda lembrar tantas outras matérias que têm afetado a classe docente, em particular e a Educação, em geral, tais como: os cortes salariais e o congelamento das carreiras; a mobilidade especial e o galopante desemprego docente; a precariedade e a redução, cada vez mais acentuada das pensões de reforma; os mega agrupamentos e o empobrecimento dos currículos; a PACC e o exame Cambridge; a intenção de privatizar (com o discurso da liberdade de escolha) e a imposição de procedimentos que negam princípios da educação inclusiva; os problemas no ensino superior e a asfixia da investigação científica.
A continuar por este caminho, a Escola Pública corre o sério risco de vir a ser dizimada, sendo os seus profissionais as primeiras vítimas.
É neste quadro que se realiza a Manifestação Nacional que, para além de uma forma de protesto é, também, uma obrigação profissional e um desígnio de cidadania de todos os que defendem a Escola Pública e o futuro das crianças e jovens do nosso país”.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.







