Será este o arco da governabilidade do CDS com o PSD de Miguel Albuquerque?

Arco
Foto DR.

O dicionário da Língua Portuguesa define “arco da governação” ou “arco governativo” como “o conjunto de partidos políticos que fazem ou estão em condições de fazer parte do governo de um país”.

Também é comum usar o termo “partidos do arco da governabilidade” ou “partidos do arco do poder”. O arco da imagem foi captado esta tarde na Fortaleza de São Tiago, no Funchal.

Trata-se de uma criação “arquitectónica” do mundo político-jornalístico onde, presumivelmente, só cabem três partidos: PS, PSD e CDS-PP.

Esta tarde, no Funchal, o líder nacional do CDS-PP, Paulo Portas disse que o CDS-Madeira não está obrigado a replicar a coligação nacional PSD/CDS. Contudo, essa parece ser a vontade pós-eleitoral de José Manuel Rodrigues.

Aliás, na intervenção que proferiu na conferência denominada “levar a Madeira ao mundo”, José Manuel Rodrigues ‘brincou’ com a maioria absoluta pedida pelo PSD: a maioria absoluta assemelha-se ao ‘cubo’ utilizado na propaganda do PSD de Miguel Albuquerque, com um simples toque cai.

Paulo Portas também ‘brincou’ mas com um cartaz do próprio CDS, aquele que coloca meio rosto de José Manuel Rodrigues de um lado e meio rosto de um cidadão anónimo do outro. Portas achou estranho o cartaz ao chegar ao aeroporto da Madeira mas depressa interpretou a mensagem.

Mais a sério, Paulo Portas ‘assumiu’ três compromissos com a Madeira: Defesa do Centro Internacional de Negócios (CINM); revisão do modelo de transportes aéreos; e turismo.

Comprometeu-se ainda a não esquecer a Madeira no que toca a tornar a economia “menos anémica” como é pretensão do plano Juncker e reafirmou o propósito do Governo da República a dinamizar a chamada “economia azul” (recursos do mar).

O líder do CDS-PP lamentou a “dupla dívida” que os madeirenses tiveram de suportar mas não se comprometeu a exigir da Madeira os mesmos juros (mais baixos do que os actuais) que as entidades externas estão a praticar com Portugal.