Confirmada morte de refém norte-americana em poder do Estado Islâmico

Kayla Mueller (ao centro), com a família, numa foto recentemente divulgada.
Kayla Mueller (ao centro), com a família, numa foto recentemente divulgada.

Os Estados Unidos confirmaram o falecimento de Kayla Mueller, uma cidadã americana e a última refém oriunda daquele país até agora retida pelo grupo terrorista Estado Islâmico, na Síria.

A família confessou-se devastada e deu a conhecer uma carta que Kayla, uma trabalhadora humanitária, escreveu durante o seu cativeiro.

O presidente do EUA, Barack Obama, disse que Kayla “representa o que a América tem de melhor”.

Na semana passada, o Estado Islâmico dissera que a refém tinha morrido num ataque aéreo jordano, embora sem providenciar quaisquer provas.

Com 26 anos, Kayla Mueller foi raptada quando trabalhava em Alepo, na Síria, em 2013.

Numa carta escrita à sua família no ano passado, Kayla tentava tranquilizar os seus, dizendo que estava a ser tratada com o maior respeito e amabilidade pelos seus captores.

“Só consegui escrever um parágrafo de cada vez. Só pensar em vós provoca-me um ataque de choro”, confessava na missiva. “Sei que gostariam que me mantivesse forte. É exactamente o que estou a fazer”, afirmava.

A morte de Kayla Mueller foi determinada depois de a sua família ter sido contactada de forma privada pelo Estado Islâmico. OS serviços secretos norte-americanos confirmaram posteriormente os detalhes da mensagem.