Relógios de Lula e Flávio Bolsonaro voltam a alimentar debate sobre contrastes no palco presidencial

AF!

A diferença entre os relógios usados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate presidencial da Band, realizado no domingo, 18, tornou-se um dos detalhes mais comentados do encontro. Enquanto o candidato do PT exibia um modelo de luxo da marca suíça Omega, Flávio Bolsonaro apareceu com um relógio Casio G-Shock, de perfil desportivo e muito mais acessível.

Segundo levantamento publicado pelo Poder360 nesta segunda-feira, 19, Lula usava um Omega da linha Constellation, peça que já tinha sido vista no pulso do presidente em outras ocasiões. O modelo é semelhante a uma versão em ouro e aço comercializada pela própria Omega por cerca de 7.400 euros, o equivalente a aproximadamente 42 mil reais.

Uma reportagem de dezembro de 2024 já havia associado ao presidente um Omega Constellation de 39 milímetros, em ouro amarelo e aço, com valor estimado na altura em 56,3 mil reais. Não há, contudo, qualquer confirmação oficial sobre o preço efetivamente pago pelo chefe de Estado nem sobre a origem do acessório.

Do outro lado do palco, Flávio Bolsonaro optou por um relógio da linha G-Shock, da japonesa Casio, conhecida pela resistência e pelo carácter utilitário dos seus modelos. Um exemplar semelhante ao usado pelo senador é vendido por cerca de 449 reais.

Tomando como referência os preços divulgados, a diferença entre os dois relógios ultrapassa os 41 mil reais. Trata-se, porém, de uma comparação entre modelos semelhantes e valores de mercado, que não permite concluir quanto cada candidato desembolsou pelos seus relógios.

A discrepância ganhou relevância num debate marcado por discussões sobre economia, custo de vida e poder de compra dos brasileiros. Em tempos de inflação e aperto no orçamento das famílias, os acessórios usados pelos candidatos acabaram por funcionar como um símbolo — ainda que limitado — das perceções de proximidade ou distância em relação à realidade vivida pela maioria da população.

A questão que fica no ar é simples: até que ponto o relógio no pulso de um candidato deve pesar na avaliação que os eleitores fazem do seu discurso?


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