Rui Marote
Funchal Notícias anunciou no passado dia 11 de Julho que o monumento aos combatentes foi encerrado para uma limpeza e recuperação .Passados três meses o monumento continua encerrado os trabalhos paralisados melhor abandonados, geram sempre descontentamento na comunidade. O espaço de homenagem coletiva vedado e sem desenvolvimentos visíveis durante tanto tempo.
A autarquia iniciou o projeto de restauro profundo dividido em etapas. A primeira fase envolveu limpeza e estabilização de materiais, enquanto a segunda fase (avançada em meados de julho) engloba trabalhos estruturais complexos, como a fundição de uma nova coroa de louro em bronze e a reparação da cruz.
Este monumento passou para a gestão direta da autarquia após um protocolo com a Liga dos Combatentes para garantir a sua conservação a longo prazo.
Muitas vezes, as obras de restauro de arte pública parecem “abandonadas” porque a limpeza inicial avança rapidamente, mas as fases seguintes exigem que os técnicos especializados trabalhem na recuperação de peças metálicas ou estruturais em oficina (longe do local), ou dependem de concursos públicos e autorizações patrimoniais que atrasam o retorno dos operários ao terreno.Em, breve comemora -se o Armistício e não há monumento (11 de Novembro) vedado e paralisado.
Esta obra tem um simbolismo enorme para a memória dos soldados madeirenses que perderam a vida no conflito de 1914-1918, e a ausência do monumento digno para as respetivas homenagens oficiais e deposição de flores é uma falha grave de planeamento.
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