Maricarmen Abascal, de 87 anos, morreu esta quarta-feira no Hospital Gregorio Marañón, em Madrid, cerca de duas semanas depois de ter sido despejada da casa onde viveu durante cerca de sete décadas. A morte foi confirmada pelo Sindicato de Inquilinas.
O despejo e o acordo
Maricarmen foi desalojada em 23 de setembro da sua habitação na rua Alcalde Sáinz de Baranda, no distrito do Retiro, e foi levada diretamente para o hospital.
Poucos dias depois, em 29 de setembro, foi alcançado um acordo com a proprietária, a Urbagestión, que previa o seu regresso à casa mediante um novo contrato de arrendamento de oito anos e uma renda limitada a 30% do seu rendimento líquido.
Um regresso que não aconteceu
Apesar de o acordo estar fechado, Maricarmen permanecia internada e nunca chegou a receber alta médica nem a regressar à habitação. O Sindicato de Inquilinas descreveu a solução como tendo chegado “demasiado tarde”.
O caso tornou-se um símbolo da luta pelo direito à habitação em Espanha e desencadeou protestos em várias partes do país. As notícias disponíveis não atribuem oficialmente a morte ao despejo; confirmam apenas que ela faleceu enquanto ainda estava hospitalizada.
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