BE exige medidas urgentes do GR para controlar o aumento do custo de vida

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O Bloco de Esquerda/Madeira esteve esta manhã no Bairro do Grémio, no Imaculado Coração de Maria, onde pôde e ouvir os cidadãos sobre as muitas dificuldades que atravessam com o aumento constante do custo de vida.
O partido vem, assim, manifestar a sua profunda preocupação e indignação perante o esmagamento das famílias madeirenses e porto-santenses devido ao aumento galopante do custo de vida. Perante a escalada ininterrupta dos preços da habitação, dos bens alimentares de primeira necessidade e dos serviços essenciais, o Governo Regional do PSD-CDS continua remetido a uma passividade inaceitável, falhando na proteção de quem trabalha e vive na Região.
​Enquanto a inflação devora o poder de compra, o executivo regional insiste numa política de propaganda e de submissão aos grandes interesses económicos, ignorando as dificuldades reais enfrentadas diariamente pelas famílias. A crise no acesso à habitação — impulsionada pela especulação imobiliária e pelo alojamento local desregrado — transformou o direito a um tecto num luxo inacessível para a maioria da população, em particular para as gerações mais jovens e para as famílias da classe trabalhadora.
O aumento dos combustíveis e dos bens alimentares está a deixar muitas famílias numa situação económica muito frágil e de carência alimentar, e que representa um aumento das desigualdades que as políticas dos governos de direita têm vindo a agravar.
​Diante do agravamento desta situação, o Bloco de Esquerda exige ao Governo do PSD-CDS a implementação imediata de medidas concretas e eficazes, entre as quais: redução das taxas de IVA, cumprindo a Autonomia dada pela lei das Finanças Regionais, que permite redução dos impostos em 30%; controlo de preços dos bens essenciais: Fixação das margens máximas de lucro nos produtos alimentares de primeira necessidade e na energia, travando a especulação das grandes superfícies comerciais; regulação urgente do mercado de habitação: limitação do crescimento do Alojamento Local nas zonas sob maior pressão, imposição de tectos máximos às rendas e reforço efectivo do direito à habitação e do parque habitacional público.
​O BE quer ainda a valorização dos rendimentos e salários, o aumento do rendimento de modo a compensar as desvantagens da insularidade e garantir salários dignos na Região Autônoma da Madeira.
​”Não podemos aceitar que o Governo Regional continue de braços cruzados a assistir ao empobrecimento de quem produz a riqueza da nossa ilha. A apologia cega e ideológica do mercado a funcionar , está a aumentar tremendamente as desigualdades sociais. O mercado está cada vez mais inclinado a favor dos mais ricos e já nem a classe média consegue garantir condições de vida condignas. O custo de vida na Madeira tornou-se insustentável e exige escolhas políticas corajosas a favor do povo, e não dos grandes grupos económicos”, afirma o Bloco de Esquerda Madeira.
​O Bloco reitera o seu compromisso de continuar na linha da frente da exigência por justiça social, apelando à mobilização de todos os madeirenses e porto-santenses contra o desinteresse e a inação governativa.

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